12 maio 2019

Abel Ferreira, versão II(03-03-2019)

As recentes derrotas averbadas pelo SCB, além de inusitadas, tiveram a agravante de trazer muita desconfiança acerca de tudo. Questiona-se o treinador, os jogadores, o plantel, as opções... até o presidente. E em até poderá haver alguma exactidão nas criticas e questões levantadas. Este momento que vivemos hoje até já se adivinhava, porque as exibições dos últimos tempos do SCB não são nada convincentes, pelo contrário foram de baixa qualidade: foi assim com o Boavista, com o Santa Clara, com o Chaves. Ganhamos mas o resultado nada tinha a ver com a exibição... aliás, a espaços, vimos o SCB a apresentar muitas vezes duas faces. Foi em diversos momentos de um jogo, ou mesmo em jogos diferentes, consistente, coeso, com personalidade, mas noutros depressa descarrilava e era empurrado, sem razão aparente, às cordas e então, lá voltava o credo à boca dos adeptos. Qual a razão ou quais as razões disto acontecer? Procuram-se explicações e indiscutivelmente uma das razões é Abel Ferreira. Primeiro antes de explanar a minha opinião, devo dizer que considero o Abel Ferreira(AF) o melhor treinador que passou pelo SCB nos últimos anos. Quando começou a treinar o SCB, as ideias do futebol que preconiza(va) eram iguais às que preconizo. Reconhecendo que o futebol está longe de ser uma ciência exacta, a disposição táctica, assim como o modelo de jogo de AF, eram aquilo que queria ver no meu SCB. Muitos diziam inevitabilidades como Paulo Fonseca ser um grande treinador e ter ajudado a trazer um título para o nosso clube... no entanto, eu contrapunha que alas a jogar por dentro e dois pontas de lança não era para todos os jogos e/ou adversários,, assim como sair constantemente com bola nos centrais ajuda o adversário a anular a nossa construção. Decerto todos lembram-se do GR ser assobiado por falta de alternativas na reposição de bola. Adiante. Abel Ferreira quando começou a treinar o SCB trouxe um sistema táctico que já tinhamos visto no SCB com outros treinadores, mas onde inovou e foi fundamental, foi no modelo de jogo. Goiano mais posicional, por dentro e a projecção do lateral esquerdo Jefferson trouxe acutilância e desequilibrios ofensivos que resolveram muitos jogos. Do outro lado, Esgaio, o Robocop, dava a certeza que o SCB tinha a lateral direita sempre protegida mesmo que a equipa tivesse que rodar e Goiano jogasse por dentro. O SCB organizava o jogo, controlava o espaço, o tempo e o ritmo, e acelerava o jogo nas alas conseguindo com o lateral esq e Esgaio a profundidade desejada. Muito deste futebol devia-se a ter uma dupla de médios que se complementavam e eram muito completos. Efectivamente, jogar com um meio campo a dois não é para todos porque exige aos jogadores qualidades e atributos tanto defensivos como ofensivos. Ora um médio completo não é para o bico de todos. na verdade o SCB no ano passado não tinha dois, mas três médios que reuniam essas exigências para jogar com um meio campo a dois. Vuk, Danilo e André Horta, eram diferentes mas com qualidade acima da média. Eis para mim uma das razões para o SCB da presente temporada ainda não ter deslumbrado. Prova do que afirmo é reparar na quantidade de duplas do miolo que AF já testou. Já vimos o Claudemir com o Fransérgio, com o Novais, o Palhinha, Ryller, Eduardo... Apesar dos jogadores acima indicados serem de muita qualidade, revelam lacunas e não são de todo completos. Se Novais é exímio nas bolas paradas e mt bom a transportar/distribuir jogo, não tem muita intensidade e revela grandes lacunas defensivas. No campo oposto, Palhinha é muito posicional e intransponível mas quando toca a organizar e construir revela sérias dificuldades. AF tem que repensar este meio campo... não faz sentido querer impor uma ideia que, devo dizer subscrevo, se não tem jogadores para tal. Qual a solução? Pesno que este SCB vai ter que jogar com meio campo a três. Vai ter que trabalhar muito, mas muito... não vai ser fácil porque há rotinas e dinâmicas que foram adquiridas desde a pré-época, contudo, pesando os prós e os contras, penso que não há muito a perder. Além disso, se AF para conseguir incutir aos seus pupilos a dinãmica necessária, iremos ter médios interiores em zona de finalização como, por exemplo, quando ele jogava e o João Alves fazia golos que se fartava. Além da questão dos médios, outra questão que me faz confusão é os avançados... Ontem jogou com 2 avançados mas será que eram avançados na acepção da palavra? Fransérgio lado a lado com Dyego Sousa. Pior a emenda que o soneto. Fransérgio se é bom a jogar entre linhas e nas costas do avançado...porque jogar com ele em cunha com os centrais? São opções mas onde Fransérgio rende é atrás. AF, quem eu admiro, à vezes parece que quer inventar o futebol.

04 fevereiro 2019

Para quando um braguista na TV?

Foi com surpresa que vi os nossos media a darem relevo ao SCB pela classificação que ocupa no campeonato nacional. Mais surpreso fiquei com a 1ª página do desportivo "O Jogo" onde praticamente enche a mesma com a vitória do SCB nas Aves. Este facto é relevante, ainda pela simples constatação que o SCB não é um clube que dá dinheiro a exemplo dos 3 grandes. Não aceito, mas compreendo que a linha editorial dos principais jornais desportivos, assim como os programas tv, sejam direccionados para os adeptos que lhes dão audiências, e implicitamente para o tal dinheiro que acima referi, pois esse dinheiro está exactamente nos adeptos que assistem religiosamente aos seus profetas do desdém, tal é o ódio que se vive nesses programas. Confesso que já não tenho paciência para ver programas tipo os prolongamentos e dias seguintes...Como um dia disse António Salvador citando Bernard Shaw: "Nunca lutes com um porco..." todavia apesar de repudiar este tipo de programas, acho que já era tempo de darem voz a um adepto do SCB, e se Álvaro Cunhal pude pedir aos seus militantes para fecharem os olhos e votarem em Soares, acho que também posso dizer que altos e importantes desígnios se levantam e poder dizer com convicção que o SCB já merecia alguém a defender e combater a hegemonia arrogante e vil dos 3 do costume. Juntar ao painel um adepto do SCB seria importante para a mediatização e consequente promoção do nosso clube, como para defender não só as nossas cores, mas principalmente para repor a justiça que anda alheada do nosso campeonato, assim como a arrogância futebolistica de quem por lá anda.

27 janeiro 2019

Final Four em Braga!?

Não concordo que a cidade que acolhe o SCB, clube que tenta aproximar-se dos clubes ditos grandes -que tudo "comem" em Portugal - patrocine e acolha um evento que é feito, e previamente delineado, para favorecer os grandes e não o futebol. É apanágio dos dirigentes falar em transparência, verdade, promove… mas o se o discurso é um, os actos vão no sentido oposto, principalmente no que toca à verdade desportiva…contrariando o discurso agradável dos dirigentes que alegadamente gerem o futebol português. O que nós adeptos assistimos é uma alternância ciclica nos títulos que vão mudando de mãos entre os clubes do costume e tudo abafam à volta. A espaços, lá vai acontecendo umas distracções, muito devido à displicência dos 3 grandes que no alto da sua arrogância desportiva dão como adquirido tudo em que tocam. Realmente, os tiques que envolvem os ditos grandes nada tem a ver com princípios como respeito, humildade, saber estar, princípios esses que são fundamentais numa comunidade e igualmente no futebol. Constato que habitualmente por andam os 3 grandes o ambiente que os envolve, desde o discurso dos dirigentes desses clubes até aos seus adeptos, é de total desprezo pelo adversário e a prepotência que espalham é visível e revoltante. Não percebo porque o sr presidente da CMB insiste num espectáculo mediático que em pouco favorece a cidade e muito menos o clube. Naturalmente vão aparecer estudos que enunciam as vantagens económicas da Taça da Liga estar a ser realizada em Braga, apesar de muita névoa, vai haver sempre gente que consegue descortinar no meio do nevoeiro, milhões de vantagens. Esquecem sempre as desvantagens e se necessário alavanca-se as vantagens, até dar jeito. Além das núbias vantagens para a cidade, o facto de promoverem na cidade de Braga a Final Four, evento que promove essencialmente os 3 grandes, com o espectáculo mediático associado, igualmente faculta aos apoiantes dos 3 grandes, jogos, satisfazendo o seu ego, a preços acessíveis para quem vai ao futebol 1 vez no ano, mas inacessíveis para quem gasta 200€ por ano para apoiar o clube da sua região, como é o caso dos adeptos do SCB. Este evento é contrário aos interesses do SCB que quer e precisa afirmar-se na nossa região. Enquanto adepto do SCB, não concordo que na minha cidade se promova encontros de futebol alimentando o ego dos adeptos dos 3 grandes que anseiam por saborear o doce sabor da vitória e pavonearem-se perante os pequeninos, e isto quando o SCB precisa desmedidamente de aumentar o número de simpatizantes e adeptos para definitivamente ombrear nas lutas pelos títulos. Este pormaior é fundamental para a estabilidade económica-financeira que permitirá ao SCB ter equipas competitivas.

03 fevereiro 2017

Algumas considerações.

Sem margem para dúvidas o SCB vive momentos conturbados. Após a saída de Peseiro, a SAD contratou Jorge Simão ao Chaves muito devido ao bons resultados que este alcançou no clube transmontano. Antes do Chaves, JS esteve no Paços 1 ano e em 2014-2015 meia época no Belenenses. Antes treinou clubes de escalões inferiores. Posso dizer que JS não treinou mais que um ano as equipas que liderou. Jorge Simão Jorge Simão sem currículo de maior, a exemplo de muitos outros treinadores que alcançaram o sucesso no SCB, experimenta assim no SCB um novo desafio, que será o maior da sua carreira. José Peseiro foi despedido, o que por si revela que algo não correspondia às expectativas. Não interessa estar a dissecar as razões da saída de Peseiro, mas simplesmente concluir que algo não estava de acordo com o previamente estabelecido. Assim, posso concluir que JS apanhou um comboio a andar, apanhou um SCB com problemas... e ao aceitar a tarefa de treinar o SCB, implicitamente, aceitou a tarefa de os resolver. Com isto, pretendo dizer claramente que JS ao aceitar treinar o SCB não embarcou no desconhecido mas num clube que se sabia que tinha problemas e aceitou resolver os mesmos. Portanto o SCB iniciava uma nova etapa, deixava para trás o passado e olhava para o futuro. Na primeira conferência de imprensa, JS revelou ambição quanto baste com o objectivo dos 65 pontos. Pareceu-me que ele acredita no seu trabalho ao colocar a fasquia bem lá em cima. Se considerarmos que o SCB nos últimos 5 anos não passou dos 58 pontos temos uma percepção do objectivo e da tarefa que a equipa terá que enfrentar. Se foi uma jogada de inteligente e ambiciosa ou, pelo contrário imprudente, deixo à vossa consideração... quanto a mim agiu por impulso ou para agradar. Logo surgiram discursos e mensagens públicas criticando os jogadores. JS optou por tornar público algo que deveria ser discutido no balneário. Talvez JS quisesse marcar posição e afirmar a sua liderança ao universo braguista, todavia esquece que há um grupo de trabalho e é esse grupo de trabalho que terá que agarrar... não os adeptos ou sócios. Pareceu que temeu que lhe acontecesse o mesmo que ao Peseiro, em que apesar de resultados a contestação por parte dos adeptos foi muita... Seja qual for a sua intenção, as criticas ao grupo não deveriam passar do balneário. Isto leva a outro tema. Se o treinador é o líder, este terá sempre que o ser em comunhão com o grupo, mais concretamente com o grupo dos capitães. Para mim o capitão é uma peça fundamental para o sucesso. Muitas vezes lembramos grandes equipas e quando analisamos as mesmas, invariavelmente, encontramos grandes capitães... grandes líderes, grandes jogadores, grandes homens. São a personificação da mística. São aqueles que quase morrem quando a equipa perde. São aqueles que personificam a alma do clube e conseguem que os outros os sigam, seja para onde for... Quem são os nossos capitães? Ele decidiu enfrentar um dos capitães, um dos líderes do grupo, relegando-o para a equipa B. Será que JS pensou que a exclusão de um capitão iria passar incólume? Quem semeia ventos colhe tempestades... Jamais poderia ser um recém chegado a tomar esta decisão. Deveria ser mais comedido. Ganhar o grupo e depois eventualmente fazer reajustes. O afastamento de A.Pinto na minha opinião foi mal trabalhado... mesmo que tenha toda a razão do mundo, mesmo que seja por ordens superiores, este assunto não deveria vri para a praça pública e JS assumir a decisão. Um grupo de trabalho, além dos jogadores, equipa técnica e demais staff, é composto pela equipa directiva. No SCB, tanto quanto é possível perceber, as despesas da defesa do grupo caiem invariavelmente no treinador... noutras equipas, até por uma questão de protecção, quando existem - ou não!- queixas da arbitragem, disciplina do grupo, organização de jogos, não vemos os treinadores, vemos o Octavio Machado, o Flávio Meireles, o Rui Costa... há que proteger os jogadores, o treinador... a equipa! Penso que o SCB poderia melhorar se a gestão de alguns problemas fossem tratados e assumidos pela estrutura directiva, afinal de contas, para que estão lá? Para ultrapassar esta situação em que se encontra o SCB penso que todos deveriam fazer uma séria reflexão e tirar as devidas ilações. Mas entendam-se! Penso que todos sem excepção tem culpas no cartório, desde o presidente até aos adeptos, e penso igualmente que este clima nada augura de bom para o SCB. Com este clima de intranquilidade e conflituosidade, todos irão perder mais que aquilo que poderão ganhar. O destino, ficará traçado...não interessa que o fulano ganhe e o sicrano perca...ou ganha o grupo ou todos perdem. Não há meios termos! A diferença entre o sucesso e a mediocridade, é todos ganharem. Eu quero acreditar que além do jogador, do director ou treinador, profissionais que são, também há homens com dignidade, responsabilidade, sobriedade e acima de tudo, homens e profissionais dispostos a tudo pelo emblema que encarna o espírito, a mística, a alma braguista. Esse emblema mais que o emblema de um clube significa história, significa honra, significa o suor, o sofrimento de muitos

01 fevereiro 2017

Mercado de Inverno 2016/2017

Confesso que esperava mais do SCB neste mercado de Inverno. Não que não subscreva as contratações de jogadores como o Paulinho, Assis e o regresso de Battaglia ou mesmo de Federico Cartabia( que não conheço), não... são bons jogadores, podem acrescentar qualidade ao plantel e permitir outras soluções ao treinador. Acho no entanto que o SCB tem outras prioridades e não as colmatou, nomeadamente para a defesa onde a não contratação de um defesa lateral esquerdo e um defesa central, são para mim, as lacunas mais prementes e graves do plantel. O SCB começou a época com 2 laterais direitos( Baiano e M.Goiano), 1 lateral esquerdo(Djavan) e 4 centrais(Rosic, Velasquez, A.Pinto e R.Ferreira). Salta logo à vista que para a posição de lateral esquerdo o SCB somente tem 1 jogador. Aparentemente não haveria mal nenhum o SCB ter no plantel somente o Djavan, assim como para o eixo central, termos 4 centrais... A questão é que todos os jogadores que jogam na posição central e na esquerda são, aparentemente, muito susceptíveis a lesões. Já na época anterior, A.Pinto e R.Ferreira assim como Djavan, não puderam dar o seu contributo em muitos jogos em virtude de lesões que sucessivamente os apoquentaram. Contratamos 2 centrais que aparentemente vão pela mesma bitola. Não coloco em causa as qualidades técnicas ou a qualidade destes jogadores mas tenho que salientar que, infelizmente, devido a serem "chegados" a lesões não podemos esperar muito deles. Digo isto para mal dos meus pecados, pois gosto das características do Ricardo Ferreira assim como do Djavan... jogador que há poucos como ele, de passada larga, rápido, eficaz e desiquilibrador é um dos melhores na sua posição. Contudo faz um jogo e tem que parar 3, passe o exagero. Ou não! Se juntarmos a esta evidência o facto de no modelo de jogo do SCB, estar atribuido aos laterais o papel fundamental de canalizar e explorar o jogo quando joga pelos flancos, vemos a necessidade de termos um canhoto no plantel. No SCB, cabe ao lateral explorar o corredor e centrar... com Goiano, quando ganha a linha, o centro ou sai fraco ou tem que perder a iniciativa e organizar a jogada por terrenos mais interiores. As constantes lesões igualmente trazem rotatividade em excesso na zona central. Todos sabemos o quao importante são os centrais...é comum o adepto de futebol referir-se a certas posições como algo associado, ligado intrinsecamente, neste caso, "a dupla de centrais". Quantas duplas o SCB já experimentou? Todos sabemos importância de ganhar rotinas, seja nas marcações, seja a jogar em linha, nas compensações ou na organização ou construção. Não posso deixar de pensar neste Braga e associar a uma entrevista que li de uma responsável pela preparação de um carro de competição. Dizia ele que o carro teria que ser equilibrado, como os recursos são limitados, não é suficiente ter o melhor motor e não ter uma boa transmissão; não é coerente ter uns bons travões e e não ter uma boa suspensão. É necessário procurar a harmonia, o equilibrio... porque caso contrário, terás um carro que acelera mais os outros mas nas curvas vais ter que travar porque a suspensão é fraca, e aí, vais ser ultrapassado... No caso do SCB temos bons jogadores mas a equipa está desequilibrada, não podemos acelerar pela esquerda, não por falta de qualidade do jogador, mas porque este está adaptado. E se é verdade para alguns que a defesa é o alicerce de uma equipa, entao compreenderão a minha preocupação.

19 junho 2011

Mais ambição.

No momento que escrevo estas linhas, as indefinições no plantel do S.C. Braga são muitas. Há jogadores a contratar, há jogadores a dispensar.
Tenho percepção que ainda vai haver muitas mexidas e este tópico poderá até ser extemporâneo.
A razão de escrever este texto prende-se com a aparente sensação que o SCB, no mercado de transferências, face às verbas que acumulou na época anterior, está aquém daquilo que estaria à espera. O SCB foi a equipa portuguesa que mais dinheiro arrecadou com as provas europeias e esse dinheiro pode ser importante para a ajudar à última fase de consolidação como 4º grande. Não pretendo, de modo algum, que o SCB gaste até ao último cêntimo o que ganhou na Liga dos Campeões e Liga Europa, na constituição do plantel... nem pensar! Não pretendo, também, que o SCB, com a possibilidade que tem de subir etapas no seu crescimento, consequência das últimas campanhas, não aproveite esta oportunidade.
Será que o SCB vai direccionar verbas para a Academia que A. Salvador deseja?
Também desejo uma Academia mas preocupa-me os custos. Preocupa-me ter uma infra-estrutura e, ano após ano, ter que arranjar verbas para suportar os custos… o SCB não tem verbas para suportar uma academia sem que para isso não tenha que desinvestir na equipa de futebol… Assim, não passaremos de uma equipa medíocre toda a vida.
O que pretendo? Só pretendo que o SCB consiga consolidar-se como 4ºgrande… então sim, venha lá a Academia. De preferência uma Academia como a dos Olivais, porque igual à de Alcochete seria dar um tiro no pé.
O SCB está a um passo de conseguir o objectivo de ser o 4º grande . Este deve ser o objectivo principal. Para que aconteça isso aconteça, precisa de aumentar a massa humana; precisa de mais apoiantes; precisa de resultados desportivos; precisa de títulos.
Este aspecto é tão, mas tão importante, para o nosso futuro, que arrisco a dizer que se o SCB o conseguir aumentar a massa humana e os apoiantes, vamos inevitavelmente mais dia, menos dia, ser campeões. É cristalino, é uma certeza!
Actualmente o SCB está a aproximar-se dos 3 grandes e deixou para trás equipas como o Marítimo, Guimarães, Nacional… Ainda não move multidões, mas cada vez mais a multidão é maior. Se mover multidões, vamos ter receitas que permitirão ao SCB não depender que uma qualificação ou de uma venda de um jogador. Vamos cortar independências, vamos ser mais autónomos. E vamos ser campeões…
Precisamos de negócios e de jogadores como o do Alan, Moisés, Hugo Viana, Luís Aguiar, que são do melhor que já vimos no SCB. Precisamos de apostar em certezas e não apostar em melões. Precisamos de ser mais ambiciosos… e podemos!

Leonardo Jardim.

A escolha de Leonardo Jardim(LJ), há muito tempo anunciada pelos media, para liderar a equipa técnica do SCB foi para muitos uma machadada nas pretensões de continuar a lutar, com os outros ditos grandes, pelo título nacional.
Com efeito, LJ não tem currículo que suporte, e experiência que garanta, a continuação da ascensão que caracteriza a carreira desportiva do SCB nos últimos tempos. O SCB aproximou-se consideravelmente dos clubes ditos grandes e a pressão de ganhar, os objectivos elevados, não se coadunam de forma alguma com experiências. Compreendo que, face ao que o SCB nos habituou, muitos adeptos e associados não consideram que LJ tenha o perfil indicado para continuar a senda vitoriosa.
Apesar de aceitar as preocupações desses associados, que também são minhas, neste momento, dou o benefício da dúvida a LJ.
Afinal de contas, quem era Domingos Paciência antes de vir para Braga?
Quem era Jorge Jesus antes de ser treinador do SCB?
Será que Jesualdo Ferreira não viu a sua carreira promovida em Braga?
O SCB está num ano de transição. Muitos jogadores saíram do plantel- vai haver revolução. A fasquia está elevada. A pressão de ganhar continua e acentua-se. Há treinador novo… Devem os associados contribuir com outra variável para juntar às que foram atrás expostas? Penso que seria um enorme erro começar a época com qualquer preconceito em relação ao treinador.
Leonardo Jardim é o treinador do SCB. É o meu treinador!

Domingos Paciência: o melhor de sempre?

Domingos Paciência(DP) é um treinador que ficará, inevitavelmente, ligado à história do SCB.
Na primeira época ao serviço do SCB, DP, começou bem mal... nas provas a eliminar. O SCB foi cedo eliminado pelos suecos do Elfsborg e nas provas internas, onde tinha legítimas aspirações, também foi arredado prematuramente. No Campeonato, foi tudo bem diferente... O SCB conseguiu um brilhante e épico segundo lugar, em que disputou até à última jornada, com o Benfica, a conquista do ceptro. O plantel era bom... curto em algumas posições, mas inegavelmente um excelente plantel. Tinha jogadores que antes pensavamos ser improvavél representar o nosso clube. Infelizmente o SCB não conseguiu o título, numa época atípica, tenho que salientar. Quantos campeões nacionais conseguiram menos pontos que os realizados pelo SCB? Nessa época ganhou o Benfica com túneis e altercações à mistura. Vandinho, Mossoró, dois dos mais influentes e imprescindíveis jogadores do SCB foram castigados por agressões( alegadas) a elementos do Benfica no início de Fevereiro de 2010 o que levou o SCB a reformular a zona do meio campo, o que levou o SCB a perder alguns pontos que se revelariam fundamentais. Curioso que, não os castigos aplicados ao SCB mas aqueles aplicados a jogadores do FCP, levaram que a Direcção da Liga se demitisse quando o CJ da FPF atenuou consideravelmente os castigos dos jogadores do FCP. Gostaria de saber porque não houve outro tipo de responsabilização.
O SCB ficou então num brilhante segundo lugar e Domingos Paciência teve a sua quota parte no mérito alcançado.
Na segunda época ao leme do SCB, o SCB foi brilhante nas competições europeias. Revelou inconsistência no Campeonato mas foi fantástico nas provas europeias. O SCB eliminou colossos europeus, e apesar de ter feito uma excelente campanha na Champions League, o SCB foi arredado para a Liga Europa. Eliminatória após eliminatória conseguiu o sonho de ir à final de uma Taça europeia.
No Campeonato, a irregularidade foi a nota dominante. O plantel foi reforçado e além da inegável qualidade individual, apresentava-se equilibrado. Quando em Janeiro o plantel sofreu ajustes, então podemos dizer que o SCB conseguiu pautar o campeonato com aquilo que tinha-nos habituado. Ganhando jogo após jogo. Conseguimos chegar à recta final com a possibilidade de alcançar o terceiro lugar que, ingloriamente perdemos para o SCP.
Na final, contra o tenebroso Porto que todos temiam e enchiam o saco, o SCB perdeu por uns não muito convincentes 1-0.
Após a breve resenha da passagem de DP pelo SCB, será que podemos dizer que DP foi o melhor treinador que passou pelo SCB?
Indiscutivelmente foi o treinador que conseguiu melhores resultados. Indiscutivelmente teve mérito nas duas campanhas que levaram o SCB às bocas do mundo. Indiscutível...
A realidade é que no futebol analisamos, a competência e a valia dos intervenientes, pelos resultados desportivos, e assim DP foir quem conseguiu mais e melhor. Dentro desta perspectiva, que é válida, DP foi sem dúvida o melhor treinador que passou pelo SCB.
Todavia há outras perspectivas que teremos que ter em conta. Há quem afirme que DP teve à sua disposição um leque de jogadores não antes disponibilizado aos seus antecessores. O que também é verdade.
Seja DP o melhor treinador de sempre, ou não, o que realmente interessa é que a estrutura directiva do SCB tem revelado ser a espinha dorsal do sucesso… esta sim, é a verdadeira resposta à questão inicial. Aquilo que realmente nos deve preocupar, enquanto braguistas.

01 fevereiro 2007

Uma questão de ordem pessoal?

Acabou a época de transferências de Inverno! Ufa! O SCB não vendeu os melhores do plantel, entre eles Madrid e Luís Filipe, jogadores que, a julgar pelos intervenientes e pela Comunicação Social, foram assediados por emblemas nacionais e internacionais. Os receios eram fundamentados. Quem conhecer o historial recente do SCB, sabe que o SCB na época de transferências de Janeiro habitualmente vende jogadores e, naturalmente, com o sonho de conquistar algo épico na mente, os adeptos do SCB sentiam que, se eventualmente saíssem jogadores, tal sonho iria ser adiado mais um ano. Óbvio que a realização de receitas extraordinárias com a venda de jogadores é imprescindível e fundamental para o equilíbrio financeiro do SCB.
Apesar do receio de vender jogadores, sempre tive a sensação, um feeling, ou que quiserem chamar, que António Salvador, não iria vender jogadores fundamentais. Porquê?
Porque esta época António Salvador, e demais administradores da SAD, ao planificar a presente temporada, implicitamente fez uma jogada pessoal.
-Ao não dar continuidade ao projecto de 3 anos encabeçado por Jesualdo Ferreira, o que para muitos foi uma surpresa, e motivou, e motiva, muito espanto e sururu, tanto dos adeptos como da Comunicação social;
-Ao manifestar publicamente a sua ambição, afirmando que pretendia uma posição melhor que o habitual 4º lugar e Carlos Carvalhal encaixava no perfil de treinador desejado;
...António Salvador, terá então que proporcionar a Rogério Gonçalves, que surpreendentemente substituiu Carlos Carvalhal, e mais uma vez foi motivo de espanto, todas as condições para que consiga alcançar os objectivos delineados inicialmente. Não conseguir o desejado mais que o insucesso de um grupo, seria o fracasso pessoal, passe a expressão, e todos lhe apontariam vilmente o dedo.
Conseguir um 3º lugar, ou melhor, no campeonato, ou ir à final no Jamor( ganhar o caneco!?) e conseguir na Taça Uefa algo inesquecível, seria na opinião geral a melhor época de sempre do SCB.
Vender jogadores imprescindíveis seria hipotecar, imediatamente, quaisquer hipóteses, ainda que cada vez mais remotas, mas não impossíveis, do SCB conseguir a melhor época de sempre.
Além de não vender, António Salvador teria que comprar. E foi o que fez. Como podem constatar no texto “Tem a palavra António Salvador”, considero que no actual plantel existem posições que estão muito aquém do nível esperado, nomeadamente, na posição de lateral esquerdo.
António Salvador, e muito bem, conseguiu neste período de transferências, colmatar algumas, não todas, lacunas no plantel, e com os reforços : Rodriguez, Diego, Andrade, Jorge Luiz e Chmiest, conseguiu fortalecer o plantel e dar-lhe maior equilíbrio. Com a inclusão de Andrade, inclusive, colmatou uma lacuna na equipa, importante que é nos dias de hoje, que é ter conseguido um excelente marcador de livres.
A não saída de jogadores importantes e, bem pelo contrário, a inclusão de muitos jogadores que poderão ser importantes para o SCB, vem provar inequivocamente que a delineação inicial não foi conseguida.
Confesso que estou bastante satisfeito com as contratações que o SCB efectuou. Um outro aspecto que devo salientar, é a entrada de jogadores com futuro promissor e vendáveis no futuro. Pode parecer um pormenor insignificante, mas se pensarem bem, concerteza concluirão o quanto importante é este factor na equipa do SCB. Ter jogadores de qualidade e vendáveis é fundamental para continuar a política actual do clube que assenta na realização de receitas extraordinárias. Conseguir receitas extraordinárias é o garante de equipas ganhadoras e competitivas. É o garante de sucesso. É o garante que o Sonho pode ser uma realidade...

29 janeiro 2007

Tem a palavra António Salvador

Vivem-se momentos atribulados para os lados do Estádio Municipal de Braga. Uma série de jogos sem vencer, aliado a exibições paupérrimas, contribuíram para por alguns adeptos e associados em polvorosa.
Foi-lhes dito que este plantel talvez fosse o melhor de todos os tempos.
Foi-lhes dito que este ano ambicionava-se mais que o “habitual” 4º lugar.
Foi-lhes dito que Jesualdo Ferreira não continuava porque não encaixava no perfil de treinador desejado.
... Com o decorrer dos tempos, os associados, primeiro com algumas reservas, agora com muitas certezas, começaram a constatar que o que lhes foi dito não corresponde à verdade.
Procuro explicações e elas vão, em última analise, responsabilizar o Presidente do SCB, António Salvador.
Não pretendo depreciar ou contestar o trabalho de António Salvador ao serviço do SCB, bem pelo contrário, ele tem sido na generalidade bem positivo, louvável, rigoroso, bom, e mais adjectivos houvesse. Contudo, na presente temporada, meteu os pés pelas mãos, no que respeita ao planeamento do plantel, e o resultado estamos a vê-lo agora.

O SCB não tem um plantel que lhe garanta a luta pelos lugares de acesso à Champions League, como inicialmente António Salvador quis fazer-nos acreditar, pois as limitações são evidentes. Apesar das limitações, o SCB continua a ter um plantel com jogadores acima da média onde, Luís Filipe e Madrid, sobressaem-se em relação a outros bons jogadores que compõem o resto do plantel. Apesar de tudo não cometo nenhum exagero se considerar que temos plantel para ir à “Europa”.
Foi na planificação do plantel que o SCB claudicou mas não só...também ao mudar de treinador e ao apostar na incerteza. Claudicou em toda a linha(adiante...). A equipa apesar de estar mais forte em algumas posições(extremo direito), quando comparamos com o plantel da época anterior, é manifestamente mais fraca e um pouco desequilibrada. Por exemplo, na posição de lateral esquerdo, na época passada, o titular era Jorge Luiz e Rossato a alternativa. Na presente temporada, Pedro Costa, que numa hipotética escala de opções, corresponderia no conjunto das duas épocas à 5ª opção, já foi titular. Este exemplo é bem elucidativo da queda abrupta de qualidade em determinadas posições.
A par da manifesta falta de qualidade dos jogadores que compõem o plantel em determinadas posições, há outros factores que importa salientar e dar ênfase: os aspectos psicológicos. É demais evidente a falta de confiança e querer, e o modo como tudo isto contribui para a quebra de rendimento da equipa, não só de agora, mas desde o início com Carlos Carvalhal.
A equipa a nível psicológico estava, e está, sempre esteve, inibida, presa de movimentos, descrente, apesar de alguma qualidade estar lá e esporadicamente dar um ar de sua graça e presentear-nos com exibições de gala. A irregularidade é a nota dominante e paradoxalmente, as melhores exibições ocorreram em jogos onde os índices de motivação estavam no máximo, nomeadamente nos jogos da Taça Uefa, FCP e SLB... Nos demais jogos, perdoem-me o exagero, faltou muita coisa.
Faltou motivação, querer, raça, atitude...
Faltou consistência defensiva, apesar de defender com muita gente.
Faltou capacidade ofensiva, apesar de ter boa percentagem de posse de bola.
Faltou capacidade para anular e impor o seu jogo ao adversário, apesar do SCB estar num patamar acima das demais equipas, quando se presumiria uma abordagem mais táctica do adversário, somos confrontados com adversários a jogarem desinibidos e sem temor ao “nome” do SCB, e o SCB, passivamente, a adaptar-se ao jogo do adversário!! se me fiz entender...
Faltou objectividade e acima de tudo, sentido de equipa.
Todas as premissas atrás citadas, desaguam, qual corrente de um rio, no Treinador. Outrora Carlos Carvalhal, hoje, Rogério Gonçalves.
Como é natural, as criticas aparecem quando os resultados e exibições não aparecem. A culpa é da defesa... a culpa é dos avançados... a culpa é do meio campo... a culpa é do treinador... a culpa é do cãozinho... a culpa é do sistema... Acho despropositado estar a criticar aspectos tácticos e reclamar novos sistemas tácticos. Acho que a questão se prende mais com aspectos psicológicos, como atrás demonstrei, que propriamente com a filosofia e sistema táctico. Aliás, se o mal fosse esse, seria autêntico suicídio estar a mudar de sistema táctico nesta altura do campeonato, seria sempre preferível manter um sistema que apesar de irregularidade exibicional garantisse uns pontinhos a optar por uma mudança radical e optar agora por um novo sistema, como por exemplo o 4-4-2 ou outra variação, a não ser que, esse eventual sistema táctico seja um sistema alternativo e já trabalhado pelo grupo de trabalho.
Rogério Gonçalves tem que incutir espírito ganhador e querer...Atitude, não um novo sistema táctico. A equipa não reage à adversidade, aprendeu a viver com ela e aparentemente acomodou-se. Há que dar um abanão... caso não seja capaz, nem tenha competência para o fazer, o melhor é mesmo disponibilizar o lugar.Apesar de, por príncipio, ser totalmente contra, a saída de um treinador, por considerar que esta decisão acarreta custos, nomeadamente, nos objectivos desportivos, neste caso em particular, os objectivos “mínimos”, ou seja, o habitual 4º lugar conseguido em anos anteriores, acho que quem conhece a realidade por “dentro” tem que tomar uma decisão em consciência e sempre consentânea com os interesses do SCB, presentes e futuros. Caso a situação se arraste e Rogério Gonçalves não consiga inverter a actual situação, a curto prazo, relutantemente, devo dizer que deve tomar a decisão mais digna e abandonar a liderança do grupo de trabalho. Mais... se a actual situação se mantiver, não estou somente à espera que Rogério Gonçalves ponha o lugar à disposição, mas estou à espera que António Salvador tome uma decisão nesse sentido e faça o mesmo que fez com Fernando Castro Santos. Digo isto, para mal dos meus pecados, porque, apesar de, como disse anteriormente, reconhecer custos desportivos e financeiros num eventual despedimento de Rogério Gonçalves, será um mal menor, quando comparado com outras situações e pormenores, adquiridos com muito custo ao longo destes anos e que hoje estão bem visíveis na comunidade braguista. Entre elas o aumento de simpatizantes; orgulho colectivo; capital de respeito e simpatia granjeados; prestígio; notoriedade; espirito mobilizador e ganhador...

20 setembro 2006

"Virgens inocentes"

Todos os dias lemos notícias na Comunicação social que dão conta de casos de corrupção no futebol.
Não é nenhuma novidade, e desde que acompanho o futebol, sempre ouvi e li casos relacionados com corrupção no futebol. Desde o caso Francisco Silva/Penafiel até ao recente caso que envolve Elmano Santos, os casos mais que se multiplicam...
Não pretendo analisar ou discutir os casos de corrupção, mas antes, tentar reflectir sobre as consequências nos adeptos que, mais uma vez lembro, são a alma e a razão de ser dos clubes e muitas(quase sempre) são relegados para o fim das prioridades nas decisões das direcções.
Muitas vezes leio e ouço os adeptos e cidadãos em geral, quando se torna público casos de corrupção, virem público clamar por justiça. Mais uma vez... foi assim nos últimos tempos.

Parece uma contradição, mas acho que andamos a fazer o papel de “virgens inocentes”. Ficamos escandalizados com os factos tornados públicos, factos esses imorais, indecorosos e indignos e ofensivos à nossa condição de cidadãos sérios e exemplares quando, no nosso íntimo sabemos que a exemplo da sociedade, no futebol, grassa a corrupção e as manobras de bastidores. No fundo, no fundo... sabemos que é assim. Todavia, nós adeptos do futebol, optamos por enterrar bem no fundo da nossa mente, melhor dizendo, no fundo do coração - porque estamos a falar de paixão e amor a um clube -, aquilo que facilmente podemos discernir.
Facilmente esquecemos a podridão que reina no futebol e somente nos lembramos dela quando a derrota nos bate à porta. Não me refiro concretamente aos braguistas(também) mas essencialmente aos adeptos dos 3”G”. Então os culpados tem nome e queremos mudar porque o futebol vai mal...

Sabem que mais, ainda bem que é assim, porque caso contrário o espirito com que vivemos o futebol desaparecia. Reparem no seguinte... quando vamos ver um jogo, queremos que a nossa equipa ganhe mas como o fair play impera, desejamos que acima de tudo haja verdade desportiva. Longe de nós pensar que os resultados estão combinados e, conforme a lei do mais forte, o resultado será favorável a quem pagar mais...passe o exagero. Muitas vezes, naquele momento após ler notícias acerca de corrupção(depois quero acreditar que nada se passa nos jogos do meu clube), dou comigo a pensar: - Que ando eu a fazer? Ando a perder tempo e dinheiro quando esta merda está toda viciada... Vale a pena?

01 setembro 2006

SCB/CMB que futuro?

Todos temos consciência da importância e das relações que existem entre a CMB e o SCB.
Para muitos é uma relação discutível uma vez que traz mais malefícios que benefícios para o SCB: a influência da CMB na vida do clube é enorme e coloca sérios problemas ao normal crescimento do clube, e, dizem, a administração tem que ter o aval do presidente da CMB. Para outros, o SCB com o estatuto actual existe porque por trás houve sempre a CMB que muito apoiou o SCB e, por via directa ou por vias travessas, a CMB é o suporte do SCB, onde o exemplo EMB é o exemplo maior.
Adiante... Nos dia de hoje vivemos dias de sucesso, e as preocupações são poucas, melhor dizendo, as preocupações são outras e residem mais se vamos ou não alcançar o título que propriamente se vamos lutar pela manutenção ou descer de divisão. O período negro que vivemos num passado não muito longínquo, deu lugar à satisfação de ver o nosso clube lutar por algo épico.
Na minha opinião muito se deve à actual Administração liderada por António Salvador, que devido a uma disponibilidade total a nível financeiro- e não só- conseguiu tornear graves problemas do dia-a-dia do SCB. Quem dá a cara na SAD é indiscutivelmente António Salvador mas por trás os nomes de Gaspar Borges e Manuel Rodrigues são, peso-pesados nas forças vivas da cidade de Braga. Posso concluir que o actual SCB é a imagem da SAD que o lidera, e se não são imprescindíveis, como se costuma dizer, só faz falta quem está, eles são fundamentais para alcançar a estabilidade e o sucesso do SCB.
Uma questão me assalta. Onde estavam eles no passado? Por que não assumiram o clube à mais tempo?
Confesso que não sei a resposta... tenho suspeitas, talvez infundadas, nada mais!
Se tenho suspeitas, outros talvez tenham certezas... todos nós já ouvimos conversas de café que aludiam à pressão do presidente da CMB e outros, como elementos fundamentais na constituição desta SAD. A ser assim, uma questão fundamental me inquieta: Se o presidente MM está no último mandato, e se este teve papel fundamental na constituição da SAD, será que a vida do SCB vai ressentir-se se este sair da presidência da CMB?
Será que o clube tem suficiente envergadura para continuar a caminhar na senda do sucesso?
E o sucessor de MM? Será que vai continuar a apoiar o SCB?

07 agosto 2006

Região hostil.

Apesar do SCB nos últimos anos ter conseguido excelentes resultados, a adesão dos habitantes da cidade ao SCB ainda é insatisfatória. O SCB precisa de maior dimensão humana.

Muitas vezes me questiono porque muitos ainda não são sócios do SCB. O momento desportivo é bom, o SCB continua na senda do sucesso, então, que mais o SCB precisa de fazer?
Será que a culpa é dos habitantes da cidade e região de Braga?
Talvez, mas não só...
O SCB tem responsabilidades.
Responsabilidades pela ausência de uma estratégia. Responsabilidade pela ausência de uma política de MKT. Responsabilidades por perder oportunidades atrás de oportunidades.

Convém não esquecer que as gentes da nossa região não estão "virgens" quanto à simpatia para com um clube de futebol. Tem a certeza que a maior parte dos minhotos tem afeição por um clube de futebol, mas esse clube não é o SCB. Se assim fosse, a excelente campanha que o SCB tem feito seria o suficiente para o “despertar”. Como não é assim o SCB tem que lutar, com armas desiguais, contra tudo e contra todos. A intoxicação provocada pelos media é enorme e a simbiose que existe entre os media e os 3”G” levam-me a adivinhar que no futuro continuará tudo igual. Parece é que o SCB absteve-se da luta. Preferiu confiar na sorte e esperar o que o futuro trás. Não age!
Temos que definitivamente inverter esta situação e se a oportunidade surgir substituir os 3"G" na preferências das gentes da nossa região.

Diz-se muitas vezes que o SCB tem muito potencial para crescer. É o clube mais forte da região e para Norte não há nenhum clube no escalão máximo do futebol português.
Acho errado esta afirmação.Errada porque o SCB não se debate com os clubes locais na sedução de mais simpatizantes, mas sim com os famigerados 3”G”. A preferência clubista das gentes minhotas pelos 3”G” é evidente e conseguir o apoio daqueles que se identificam com um clube que ganha muitas vezes é assaz difícil. O SCB tem que apostar nas novas gerações e esperar que outros, os adeptos das vitórias, se identifiquem com o vitorioso SCB.

10 julho 2006

Admirável SCB.

Admirável fórum, SB.com, que provoca sensações e reacções naqueles que o frequentam. O braguismo está impregnado até aos ossos, vive-se e respira-se o SCB, mesmo que isso signifique substituir o amor pelo SCB, pelo “ódio” aos rivais, afinal de contas, o ódio ao “inimigo” é uma forma de exprimir o amor ao nosso clube.Da mesma forma, será ousado e destemido aquele que não embarcar na nau dos sonhos e ousar apontar o dedo. Afinal de contas, quem disse que aquilo é um fórum de discussão? Quem disse que se deve discutir opiniões? Quem disse que se pode criticar? Aquele fórum, é um fórum dedicado de alma e coração ao SCB, e quem apontar o dedo não está a contribuir para o engrandecimento do clube, pelo contrário, está a denegrir e a colocar entraves ao clube. Quem critica de certeza que é um frustado que vem para aqui botar abaixo, quando deveria enaltecer e bem alto o SCB. Para não falar que não surfar na onda, pode irritar a generalidade daqueles que afinal de contas são os donos da razão e estão certos. Causa mesmo nauseas, julgo eu. Se calhar - os que criticam- são possuidores de alguma bola de cristal que lhes permitem adivinhar o futuro tamanha é a certeza nas convicções e nas palavras. Oxalá seja assim!Mais importante... aqueles que criticam deveriam seguir o exemplo dos que não criticam, pois são eles os verdadeiros adeptos do SCB, porque ao invés de criticar, apoiam incondicionalmente o SCB, sim, isto é importante, porque como diz o Livro Sagrado: “feliz daquele que acredita”....
O que interessa é abanar afirmativamente com a cabeça e dar palmadinhas nas costas de satisfação, afinal de contas, o SCB até ganha muitas vezes... Quem critica não tem que fazer... vêem problemas e contrariedades em tudo. Que mesquinhos são! – os que criticam, claro!Perdoem-me ter desviado do assunto que pretendo focar.
Eu, devo dizer que sou daqueles que não critico. Aliás podem ver pelos meus textos anteriores que concordo com tudo que a sábia SAD do meu clube decide. Euuu? Eu Nunca! Jamais!!!Ainda recentemente li acerca do preço das cadeiras anuais e, alguns, insurgiram-se contra o aumento das cadeiras.
Quando o SCB precisa de crescer, aumentar o número de associados e incutir o amor do SCB nas crianças, em vez de criticar eles deveriam apoiar. Porque alguns criticam tanto? Felizmente são poucos.
Um aumento tão pequenino é motivo para vir logo levantar vendavais?
O que importa um aumento nos packs familiares de quase 100%?
Os filhos dos verdadeiros, já trazem no sangue o braguismo e não precisam de se “alimentar”. Basta ver os resumos de 20 segundos que passam à meia noite na TVI. É o suficiente! E os outros que não tem o braguismo no sangue, as tais crianças filhas de sarracenos e infiéis, não fazem falta! Rua com elas! Afinal de contas, uma vez proscrito, sempre proscrito!Em relação ao aumento individual que ronda uns míseros euros e ao facto de termos menos 2 jogos, também não percebo tanta critica. Este dinheiro que a SAD poderá arrecadar, significará um aumento substancial das receitas(1% do orçamento) que permitirá o equilíbrio orçamental e assim possibilitará o SCB ter jogadores de nível internacional.Realmente... existem sócios que se calhar queriam que lhes pagassem para ir ao estádio. A obrigação de todos é pagar para o SCB crescer! Sim, temos que pagar, porque se temos 23 mil sócios, menos de metade é que pagam. Mesmo que todos os 23 mil pagassem, deveriam pagar o dobro, pois o SCB com 23 mil sócios não consegue dinheiro para contratar um gajo que dá chutos na bola, quanto mais o “Menino d´ouro”... A isto chama-se ser visionário, definir uma estratégia, planificar e definir objectivos. A par do aumento substancial de receitas que atrás referi, importa salientar que também não percebo algumas críticas relativas ao fim das cobranças feitas pelos cobradores e de loja(s) do SCB. Chama-se a isto redução de despesas e optimização de custos. Afinal de contas o português sempre foi diligente e nada comodista. Mas que seja, que seja... o verdadeiro braguista não o é! Deve, em prol do clube, ultrapassar todas as contrariedades e problemas, sejam eles profissionais, familiares ou pessoais. Se quiser arranja sempre um tempinho. À noite, ou em férias... arranja-se sempre um tempinho! Em relação às lojas, os custos, imagino, seriam altíssimos. A divulgação pouca. Fala-se no Bragaparque. Qual o custo por contacto, do quiosque do BragaParque, se tivesse devidamente apetrechado? Pouco ou nenhum!!! É um local pouco frequentado, e o SCB já anda na boca de todos. Para quê mais uma despesa?Em relação ao aspecto desportivo, todos sabemos que o SCB extinguiu a Equipa B. Que se lixe, assim são muitos milhares de euros que podem ir para a equipa principal. Um Insider confidenciou-me que custava 300 mil euros(60 mil contos). Ele estava directamente ligado, muito ligado, à equipa, e perante a minha persistência, jurou-me a pés juntos, que era a verba para os BB... Se calhar o gajo enganou-me! Alguém que me corrija! O quanto dava eu por uma informação do Trincado! Paciência, deve estar de “férias”!Qual o objectivo da equipa B. Alguns, os do costume, criticaram novamente. Que prazer!!! Ela só servia para gastar dinheiro. Que jogadores deu para o clube? Poucos... e à uma eternidade. Nos últimos anos não tivemos ninguém dos BB. Ninguém foi promovido! Gastou-se tempo e dinheiro! Em relação à política de contratações, o valor é inquestionável. Os jogadores contratados são de inegável valia. Contudo, lá apareceram os do costume a criticar. Agora desta vez o barulho foi pela idade. Que interessa se o SCB para o ano não tiver jogadores com idade para vender? Primeiro as receitas extraordinárias não são importantes no orçamento do SCB, e se houver falta de dinheiro, é para isso que estão na SAD o Sr Manuel Rodrigues e Gaspar Borges, para avalizar, e segundo, a preocupação diminui, sabendo que o SCB tem relações privilegiadas com Jorge Mendes. Jorge Mendes arranja sempre negócio. Para isso se paga ao homem chorudas comissões mesmo que isso signifique uma parte substancial da transferência. Se o SCB vendeu jogadores para o SCP, Dinamo, Maiorca... agora que venda para o Milão, pois um jogador como o João Tomás(31), Zé do Golo(31), Nem(33), João Pinto(35), são jovens com um futuro promissor quando comparados com o CostaCurta ou o Maldini...

09 julho 2006

A derrota do futebol espectáculo.

"Jesualdo Ferreira é o exemplo evidente de um treinador que foi “odiado” no início e com a sucessão de bons resultados, passou a ser um treinador “amado”, passe a expressão.Fazendo uma breve resenha, lembro que ele levou por tabela com a reacção natural dos associados quando conhecedores da “novela” SCB vs Carvalhal. A alimentar ainda mais a contestação, o facto de Jesualdo Ferreira ter sido “despromovido” no SLB devido a maus resultados e aos rumores que envolviam negócios entre L. F. Vieira e António Salvador. Declarações em que ele lisonjeava a força benfiquista em Braga, também em nada contribuíram para criar uma auréola favorável em seu redor.O SCB safou-se de descer e divisão, e na época seguinte o SCB com muitas mexidas, que em certa medida, provocaram novos atritos com o treinador, conseguiu a Europa. Apesar da conquista de um lugar na “Europa”, a contestação foi mais que muita o que surpreendia JF, segundo palavras dele. Nova época veio e após um início algo irregular, onde uma série de bons resultados deram posteriormente lugar a uma série de resultados menos bons, o que causou nova contestação, nomeadamente quando da eliminação da Taça Uefa, a equipa conseguiu sair por cima e não fosse a conjugação de alguns factores, o SCB poderia conseguir algo épico.Na presente temporada, após 6 jornadas, o SCB esteve na frente do campeonato, e apesar do nível exibicional não ser o melhor, cota-se como uma das melhores equipas nacionais.Jesualdo Ferreira naturalmente tem mérito na progressão que o SCB evidenciou nestes últimos 3 anos, mas, na minha opinião, o principal mentor é sem dúvida António Salvador. A César o que é de César... Não quero desprestigiar ou desvalorizar o trabalho feito por Jesualdo Ferreira, só que verdade seja dita, o nível dos jogadores que compõe o plantel do SCB tem aumentado sistematicamente ano após ano e sem dúvida que isso só é possível devido à acção da SAD. Perdoem-me este desabafo, mas tenho lido muitos elogios a Jesualdo ferreira e muita indiferença a António Salvador.Voltando à questão do treinador... Jesualdo Ferreira, conseguiu tirar o máximo do grupo de trabalho que lidera, e a equipa hoje é uma equipa ambiciosa e ganhadora. Naturalmente, perante um leque de jogadores de enorme qualidadecomo é o caso do plantel da nossa equipa, há quem diga que algo mais poderia ser feito. A equipa poderia ter melhor nível exibicional sem que isso signifique que perdaria jogos, ie, se jogar bem, isso não significa explicitamente que vai perder jogos. Compreendo quem subscreve esta forma de pensar e em certa medida, subscrevo-a porque sou fiel ao princípio de que: se o futebol é um espectáculo, tal como qualquer outro espectáculo, é sempre bom que quem assiste, goste do que vê...É uma questão que paira no ar: Será que o SCB poderá melhorar o nível exibicional? Não sei responder. Para muitos o que interessa são sempre os 3 pontos(importantes que são) e no fundo, é isso o que conta e é fundamental nas contas finais. Gosto de ver um espectáculo de futebol e como referi anteriormente, o futebol deve ser isso mesmo: um espectáculo. Mas curioso que o espectáculo, a essência do futebol, cada vez mais se dilui. Que interessa uma equipa jogar bem?Cada vez mais este é um aspecto irrelevante. Pede-se classificações, pontos e vitórias. O resto não interessa, é secundário. Por exemplo, o facto do SCB estar nos lugares cimeiros leva as pessoas a tornarem-se sócias, a irem ao estádio, e ficarem orgulhosas da sua equipa. Estão dispostas a perdoar uma má exibição a troco dos 3 pontos, ou melhor dizendo, os 3 pontos sobrepõem-se a qualquer outro factor ou desejo. São as vitórias que mobilizam cada vez mais as pessoas, independentemente do nível exibicional, e verdade seja dita, os exemplos estão aí... As equipas que são exímias a defender e a explorar as fraquezas do adversário, ultimamente são as equipas que estão a arrebatar os trofeus.Os melhores jogadores são hoje os médios box-to box, os jogadores incansáveis e trabalhadores, valoriza-se cada vez mais os jogadores com elevada cultura táctica...Mas onde encaixam então os Ronaldinhos? Os Cristianos Ronaldos? Será que o futebol está a perder um pouco de beleza, de arte,de espectáculo a favor dos aspectos tácticos? "
Outubro de 2005

Terminou ontem mais um Mundial. Portugal conseguiu um honroso 4ºlugar e o título de equipa que praticou o futebol mais atractivo. Os finalistas foram a França e a Itália, duas equipas que praticaram um futebol enfadonho e pouco digno de uma final. Aliás, ambas as equipas neste Mundial, praticaram sempre, jogo após jogo, esta filosofia de jogo. Ocupar espaços, procurar explorar o erro do adversário e nunca abdicar de supremacia na defesa. Não gostei do futebol praticado por estas equipas, mas a realidade é que foram as finalistas, levando de vencida equipas como a que praticou o futebol mais atractivo e a equipa da casa.
Mais uma vez questiono: Será que o futebol está a perder um pouco de beleza, de arte,de espectáculo a favor dos aspectos tácticos?

01 julho 2006

Pensar o futuro.

Apoio António Salvador desde praticamente p início.Apesar de lacunas evidentes acho que podemos considerar muito boa a prestação de AS no leme do nosso clube. O good will económico é evidente e apesar de inicialmente o apelidarem de portista e grosseiro, acho que isso é o menos fundamental... mais até lhes digo que prefiro ter nas minhas relações de amizade uma pessoa frontal, grosseira, que uma pessoa que distribua sorrisinhos e palmadinhas nas costas por tudo e por nada. Adiante.Apesar do SCB estar a viver um períodpo sem paralelo na sua história recente, acho que estamos a enveredar por caminhos perigosos.Refiro-me à política desportiva.A SAD decidiu terminar com o projecto da equipa B.A política de contratações é muito redutora.Em relação à equipa B já anteriormente apontei as razões de achar um erro a sua extinção.Em relação à política de contratações, acho que o SCB deveria pensar mais no futuro. O SCb depende bastante de receitas extraordinárias e para que estas aconteçam é essencial uma conjugação de factores, desde a qualidade do jogador até à idade. Como é sabido, a equipa do SCB, começa a cada ano que passa a ficar mais velha. Senão vejamos(idade no decorrer da época):Paulo Santos- 34 anosLuís Filipe- 27 anosNem- 33 anosMaurício- 30 anos.Carlos Fernandes- 29 anosMadrid- 25 anos.Vandinho- 28 anos.JVP- 35 anosJoão Tomás-31 anosZé Carlos- 31 anosRefiro-me a estes jogadores, pois serão eventualmente os titulares e simultaneamente pertencem ao SCB. Jogadores emprestados não são importantes no objectivo desta reflexão. Wender e Maciel, como o Rossato...Os outros jogadores, devido à sua condição de suplentes, dificilmente serão negociáveis...Preocupa-me este aspecto. Não ponho em causa o valor dos jogadores, mas pretendo alertar para o facto da equipa do SCB ter jogadores, cuja idade, condicionará e bastante a realização de receitas extraordinárias. Qual o nosso futuro?Como atenuante, aceito perfeitamente se me disserem que esta equipa tem como objectivo lutar pela Liga dos Campeões e não foi possível, enquadrado numa politíca assente no rigor, reunir jogadores, com inegável qualidade, mas mais novos.Acho importante( não pondo em causa a estabilidade financeira) o SCB lutar por objectivos elevados como é a lua pelo título ou a Liga dos campeões. Acho que a historinha de consolidar um estatuto é válida até certo ponto porque nada mais, ou pouco, acrescentará ao crescimento do clube. Vejam o exemplo do VSC... anos e anos como clube euopeu, granjeou um estatuto, mas não saiu da cepa torta em relação à dimensão humana do clube. Cresceu mais nos últimos anos, devido a acções de MKT que em épocas áureas de anos anteriores.Espero que sirva de lexemplo aos nossos dirigentes. Não basta ganhar muitas vezes- é fundamental- mas tudo será um esforço infrutífero se eventualmente o SCB não tiver uma politíca geral com uma estratégia e objectivos delineados.

10 junho 2006

Carlos Carvalhal. Treinador do SCB!

A propósito da contratação de Carlos Carvalhal para treinador do SCB dou comigo a pensar como o povo é incoerente e orienta-se por impulsos, tudo menos racionais.
Tenho perfeita consciência que a não continuidade de Jesualdo Ferreira foi um balde de água fria nas aspirações dos braguistas. Foi, e é, uma balde de água fria, não porque as pessoas gostassem muito da personalidade e carácter de Jesualdo Ferreira, mas porque foi durante o período que Jesualdo Ferreira liderou o grupo de trabalho do SCB, que o SCB conheceu os melhores resultados e mais importante, permitiu aos muitos braguistas aquilo que nunca na sua vida de apaixonados pelo SCB tiveram possibilidade de saborear...refiro-me à possibilidade, bem real e palpável, de lutar pelo título nacional, coisa essa, só permitida a alguns clubes. O SCB estava lá... e Jesualdo Ferreira, era o técnico! Falar do sucesso do SCB estava personificado na pessoa de Jesualdo Ferreira.
O medo de recuar ao passado sobrepôs-se a tudo. Jesualdo Ferreira era e é considerado por muitos a razão do sucesso. Esqueceram as pessoas que Jesualdo Ferreira antes de ingressar no SCB era um técnico esquecido num gabinete da Luz, passe a expressão. Apesar do seu inegável valor e competência, Jesualdo Ferreira era mais um...
O que fez as pessoas mudar de opinião?
Os resultados!
Não querendo, nem tão pouco desejando, menosprezar ou desvalorizar o trabalho realizado por Jesualdo Ferreira em Braga, pelo contrário, a verdade é que Jesualdo Ferreira realizou um trabalho meritório porque, por trás, teve uma SAD que lhe proporcionou todos os meios para alcançar o sucesso. Desde jogadores de inegável valia até às condições de trabalho, a SAD excedeu-se. O técnico nem tão pouco a SAD, descobriram a pólvora... A SAD o que fez foi contratar jogadores de inegável valia, e o treinador, bom técnico que é, incutiu-lhes os princípios e filosofia de jogo pretendidos. Será que estarei enganado se afirmar que jogadores como: Luís Loureiro, João Tomás, Nem, Nunes, Madrid, Jorge Luiz, Abel, Vandinho... todos eles são jogadores de créditos firmados no futebol? Naturalmente, a conjugação da vontade da SAD com um bom técnico originou, como resultado final, uma equipa ganhadora...
Fico agastado quando idolatram um homem como se fosse ele o único responsável do sucesso do SCB. Curioso que aqui bem perto, as gentes de Guimarães atribuem como principal responsável da descida de divisão à Direcção, nós, os braguistas, atribuímos ao treinador a razão do sucesso...nem uns, nem outros, tem razão!
Só uma achega: muitos dizem e juram a pés juntos que não se fez sentir a falta dos jogadores que saíram em Janeiro. Ora a ser verdade esse pressuposto, então a SAD tem toda a razão em não dar continuidade ao trabalho de Jesualdo Ferreira. Por este prisma, JF tinha uma equipa competitiva e não alcançou os objectivos delineados pela SAD... Tanta crítica à SAD por não dar continuidade ao trabalho de JF quando, os jogadores eram do melhor que havia e JF somente alcançou um 4º lugar... Estou a ser irónico, como é óbvio. Também, como é óbvio, eu não concordo com este pressuposto. Os jogadores que saíram fizeram falta e o treinador não pode ser responsabilizado...
A SAD braguista decidiu prescindir dos serviços de Jesualdo Ferreira e contratou Carlos Carvalhal.
Carlos Carvalhal é um treinador sem currículo de maior no futebol português, e apesar de um enorme sucesso nos escalões secundários, no escalão maior do futebol português, Carlos Carvalhal foi um treinador vulgar e além disso nunca treinou equipas de topo... estas circunstâncias a juntar ao facto de ter orientado uma equipa que desceu de divisão(Belenenses) serviram para julgar antecipadamente o próximo treinador do SCB. O SCB deu um tiro no pé. Vai ser o descalabro!... é este o veredicto!
Será que as premissas anteriores significam coisa alguma? Para mim não!
Para mim o mais importante é a filosofia e organização de jogo do treinador. Importante é a SAD proporcionar a Carlos Carvalhal as mesmas condições de trabalho que proporcionou a Jesualdo Ferreira. Que importa o currículo? Será que é importante? Até que ponto? Por esse prisma, qual seria a opinião se a SAD contratasse o Jaime Pacheco? José Couceiro? Manuel José? Acho que as críticas surgiriam, mudando somente a argumentação... é caso para dizer que é preso por ter cão e preso por não ter... se a SAD não contratasse o Carvalhal e contratasse um outro qualquer, certamente muitos iriam dizer que mais uma vez a SAD lixou o Carvalhal, que não valoriza as gentes da terra, e Carvalhal merecia o cargo porque até é braguista. Contratou CC e então o discurso muda: vai ser tudo arranjinhos, caldinhos, não vai ter pulso para a equipa e santos da casa não fazem milagres. A tudo isto eu digo: Santa paciência!Para terminar este parágrafo, fico curioso em saber a reacção dos adeptos, se a SAD decidisse a exemplo do SCP promovesse a treinador da equipa principal o treinador dos juniores.

A grandeza dos "grandes".

Quando da apresentação da Associação Braguista, o sr Barros Pereira usou da palavra, insurgiu-se contra o poder instituído e disse umas palavras que ficaram retidas na minha memória. Cito de memória:"Portugal deve ser o único país do mundo que à partida somente 3 equipas podem conquistar campeonatos. Nos outros países, todos podem aspirar a ganhar o campeonato, em Portugal somente os três... com a excepção do Belenenses e Boavista. O Belenenses, porque na década de 50 tinha como membro da Direcção o Alm. Américo Thomaz e o Boavista, porque tinha como presidente da Liga o Sr Major."Desta declaração, importa salientar que Barros Pereira, ex presidente da C. Arbitragem da FPF, por isso sabe do que fala, atribui a conquista dos campeonatos, não só ao valor e qualidade dos planteis das equipas mais fortes, mas também a lobbies... As influências nas estruturas desportivas que organizam as competições e essencialmente a arbitragem.A ser verdade a premissa anterior( eu creio que sim) todos sabemos, ou pelo menos temos a percepção, das manobras e negociações para colocar nos orgãos das estruturas desportivas nacionais, pessoas de "confiança", porque isso também ajuda a conquistar campeonatos. Recordo-me ainda à bem pouco tempo do SCB ter sido alvo de uma abordagem por parte de Guilherme Aguiar, quando das eleições para a Liga, com o intuito de sensibilizar o SCB para votar na sua lista. Tudo isto a troco dos direitos de formação do malogrado Fehér e mais uns jogadores. O SCB recusou e plea boca do Luis Machado, ficamos a saber que o SCB não votou em G.Aguiar porque este (aparentemente) nem conseguia lidar com a empregada doméstica de sua casa...Srve este exemplo para realçar o quão importante é ser presidente da Liga. Na ocasião, lembro-me de ler que o FCP reinvidicava uma verba singnificativa (800 mil contos?!?) ao SLB, por formação... O VSC, que na altura apoiou esta lista(que não chegou a ir a votos), juntamente com outros clubes, entre eles o Marítimo, SCP e o Belenenses, recebeu, nesse ano de 2002, por coincidência ou não, o Rafael e o Ricardo Silva, a "custo zero"(envolveu 2 juniores)...É mesmo importante colocar o homem certo, no lugar certo? Muitos dirão que preferem ser honestos, íntegros... infelizmente e mesmo contra os meus princípios eu lhes chamarei de ...liricos!!! deixem-se de lirismos. A realidade é que há sempre alguém a manipular e é impossível mudar seja o que for por uma razão muito simples: são humanos e dependendo do preço, o jogo de interesses vai sempre acontecer. É inevitável! Muitos dirão que preferem ser mediocres toda a vida que um dia perder a honra ou ser desonesto. Certo...aceito essa opinião que se calhar é a 100% correcta, no entanto, isso não enche a barriga, ev na hora de todas as decisões, enquanto uns comemoram e dançam de felicidade, outros agarram-se, quais naufragos em agonia, às vitórias morais...Uns prevaricam, são desonestos e conseguem a sublime sensação da glória...outros são integros, honestos e o que conseguem é o travo amrgo e azedo da derrota. Como diria o poeta:"A honestidade é elogiada por todos, mas morre de frio"Perdoem o desabafo...Acho então importante o SCB colocar o homem certo no lugar certo. Avançar com uma candidatura para Liga pode mexer com o ninho das vespas e o clube poderá acabar por sair prejudicado.
Será que há alguém que seja braguista e simultaneamente consiga agregar o consenso geral?
Mas quem?


Enveredar por caminhos escuros é contra os meus princípios. Os parágrafos anteriores podem induzir nesse sentido. É a pura verdade! O que me levou a escrever foi o meu estado de espírito que se encontra no fundo sombrio de um poço. Nesta ocasião, para mim, é tudo infrutífero...
Que adianta investir numa equipa de futebol?
Que importa para os senhores de colarinho branco, sentados no seus gabinetes fresquinhos, no Porto, os sentimentos e emoções dos adeptos de um clubinho simpático como é o SCB?Todavia, apesar de aquilo que escrevi ser contra os valores que defendo e os meus princípios, eu que adoro o SCB, foi levado a tal porque estou cansado! Estou cansado demais para acreditar na justiça e seriedade que era o que mais desejo.Sei que estou a deixar-me levar por um estado de pessimismo sem fundamento, ou aparente razão de ser.Será? Não sei...o que sei é que erros como aquele golo sofrido ante o Paços de Ferreira, acabou comigo! Perdoem-me estas linhas, este desabafos porque os princípios são para mim como a espinha dorsal é para o corpo, todavia o SCB é como o sangue e alma que reside em mim.Estou assim porque não tenho razões para me sentir de outra forma. Tento encontrar dentro de mim razões para não pensar assim e aceito que esteja enganado. Quero acreditar que algo vai mudar, e mais que nunca, acreditem, que não queria escrever aquilo que escrevi, tanto mais que o título do post diz tudo: "A grandeza dos grandes" .Masnada muda! NADA!!!Digam-me. O que é preciso fazer? Mas digam-me algo concreto! Nada de lirismos e frases feitas e demagógicas. Não somos nós que dizemos que o SCB é prejudicado seriamente pela arbitragem? E porque tal acontece? Porque há pessoas a prejudicar o meu Braga? Porque os meus dirigentes não denunciam a situação??? AHHH esqueci-me... eles já o fizeram e nada resultou! Outros também o fizeram... e nada resultou!

---------------------------------------------------///------------------------------------------------

CAMPEÕES EUROPEUS DESDE 1935.

Campeões de PORTUGAL:SLB, SCP, FCP, BFC, CFB.- o BFC e o CFB ganharam somente uma vez o campeonato nacional.

Campeões de ESPANHA(:Barcelona, Real Madrid, Valencia, Deportivo, Atlético Madrid, Atl. Bilbao, Real Sociedad, Sevilha.De realçar que com a excepção do Sevilha e Deportivo as restantes equipas sagraram-se campeãs mais que uma vez.

Campeões de FRANÇA:Lyon, Nantes, Mónaco, bourdéus, Lens, Auxerre, PSG, Marselha, Saint, Etiene, Estrasburgo, Reims, Nice, Cort Roubaix, Lille, Rouen, Sete, Sochaux.

Campeões de ITÁLIA:Milan, Juventus, Roma, Lázio, Sampdória, Na´poles, Inter, Verona, Torino, Cagliari, Fiorentina, Bolonha.

Campeões da ALEMANHA:Weder Bremen, Bayern Munique, Dorussia de Dortmund, Kaiserlautern, Estugarda, Hamburgo, Colónia, Borussia de Monch´bach, Nuremberga, Entrach, munique 1860, Schalke 04, Manheim, Dresdner.

Campeões de INGLATERRA:Chelsea, Arsenal, Manchester United, Blackburn Rovers, Leeds, Liverpool, Everton, Aston Vila, Nott´Forest, Derby County, Ipswich Town, Tottenham, Brunley, Wolverhampton, POrtsmouth, Sunderland, Mancherster City.

Campeões da HOLANDA:Ajax, PSV, Feyernoord, AZ, Dws Amesterdão, Sparta de Roterdão, Utrecht, Rapid Hererlen, Willem II, Haarlem, Limburgia, Bvv, ADo.

25 maio 2006

Balanço da época 2005/06 do SCB.

Que balanço para a época que está prestes a terminar?
Acho que podemos separar a questão em várias formas.
As expectativas iniciais, as expectativas durante o campeonato e a classificação final.

O SCB começou o campeonato com enorme fulgor e até à 9ª jornada não tinha conhecido o sabor da derrota. As expectativas iniciais confirmaram-se, e apesar de António salvador ter vendido Wender e João Alves ao SCP, a equipa, com a contratação por empréstimo de Rossato continuava equilibrada e a demonstrar coesão, dinâmica vencedora e espírito de conquista. O primeiro lugar no campeonato português surgiu com naturalidade e foi o corolário de uma regularidade e eficácia irrepreensível.

A equipa do SCB, à imagem do seu técnico, revelava uma cultura táctica acima da média, uma personalidade vincada e apesar de não jogar um futebol deslumbrante, de ataque constante e desenfreado, demonstrou sempre ser uma equipa equilibrada, onde cada um sabia o que fazer em campo, dominando como poucas as fases do jogo, a velocidade e o ritmo e os espaços que, a par de uma atitude ambiciosa e exigente por parte de quem tinha o poder decisório, resultou numa combinação vencedora.

A qualidade do plantel do SCB reforçava e alimentava as expectativas dos associados que esperavam que o “Sonho” acontece nesta época. No plantel do SCB apesar de todos contribuírem para o sucesso nas primeiras jornadas, houve jogadores que, embora não fosse surpresa, assumiram papel preponderante. Paulo Santos estava irrepreensível. Na defesa, Jorge Luiz, Nem, Nunes e Abel não permitiam veleidade e destacaram-se, assim como Vandinho, Madrid e Hugo Leal. Na frente, apesar da qualidade dos executantes, não se pode dizer que estes atingiram o mesmo nível.

Cedo as lesões começaram a apoquentar o plantel do SCB. Traumáticas ou musculares, as lesões obrigaram a constantes mexidas no onze. Apesar de tanto infortúnio, havia a sensação que, devido ao valor do plantel no seu todo, se não jogasse o habitual titular, isso não traria problemas de maior, uma vez que o habitual suplente tinha valor suficiente para cumprir com o pretendido. Também cedo Jesualdo Ferreira começou a revelar tiques de teimosia, nomeadamente quando, invariavelmente, substituía Abel e/ou colocava sistematicamente Jaime na posição de médio direito.

As jornadas, impávidas, indiferentes, sucediam-se e o SCB continuava nos lugares cimeiros, para surpresa de muitos que arregalavam os olhos, como que surpreendidos por aquela equipa que até costumava ser simpática, estar ali a fazer umas coisinhas engraçadas. Aqueles que estavam surpreendidos, depressa retomavam a compostura e após reflexão chegavam à mesma conclusão: - é fogo de artifício! Pensavam!

Se no campeonato tudo corria de feição, o mesmo não se pode dizer em relação à Taça Uefa. Eliminados ingloriamente frente ao Estrela Vermelha, apesar de demonstrar, no conjunto das duas mãos, ser a equipa que merecia passar à fase de grupos, o SCB mais uma vez, a exemplo do ano anterior, ficou pelo caminho.

A primeira derrota ocorreu com o Marítimo na 10ª jornada e a partir daqui, o SCB quebrou a regularidade que tinha até então evidenciado. Se até à 9ª Jornada o SCB tinha feito 23 pontos em 27 possíveis, o SCB da 10ª até à 17ª fez 9 pontos em 24 possíveis. Neste período reside a explicação do "afundanço" do SCB na tabela classificativa, muito porque a regularidade exibicional caiu a pique mas, também, porque as arbitragens prejudicaram seriamente o SCB, interferindo no resultado final.

Iniciada a 2ª volta, o SCB conseguiu novamente regularidade, mas infelizmente não conseguiu igualar a performance do início do campeonato. Nas mesmas 9 jornadas conseguiu 16 pontos em 27 possíveis, ou seja uma diferença de 7 pontos.
Se nas jornadas iniciais o sonho do campeonato era legítimo, com o decorrer das jornadas, tal sonho esfumou-se, e apesar de o coração não o desejar, a razão manda redefinir outros objectivos mais realistas, porque numa decisão que ainda hoje não consigo descortinar, António Salvador decidiu vender 3 dos 4 defesas que eram o baluarte da nossa equipa.

No período de transferências de Janeiro, o SCB efectuou uma pequena “revolução” no seu plantel. Além de Nunes, Abel e Jorge Luiz que o SCB vendeu, o SCB dispensou Maxi Bevacqua e o até então indispensável Jaime, caso para perguntar, quando Jesualdo Ferreira se enganou... Para suprir as saídas, o SCB contratou Carlos Fernandes, Welington, Matheus, Frechaut, Kim e Marinelli. Infelizmente, pelas mais diversas razões, desde à falta de ritmo até a dificuldades de adaptação, o SCB teve que efectuar a adaptação em competição, o que originou e explica a perda de regularidade.

Para ajudar, o SCB foi eliminado da Taça de Portugal pelo D.Aves que disputa a II Liga.

As jornadas seguintes não foram profícuas para o SCB e mais uma vez, a regularidade exibicional a par de erros clamorosos das arbitragem relegaram o SCB para um definitivo e já habitual, 4º lugar.
O clube simpático, que no início era imbatível, agora, tropeçava ocasionalmente, e com o decorrer das jornadas começou a não incomodar o passeio tranquilo dos poderosos e intocáveis. Tudo corria na normalidade. Ou seja, cada macaco no seu galho. O SCB ainda não tinha alcançado o direito de se intrometer com os “gorilas”.

As lesões, a venda de jogadores e as arbitragens explicam o aparente insucesso nos objectivos e o defraudar das expectativas iniciais. Faces às circunstâncias e ao poder que a equipa aparentemente parecia demonstrar no início do campeonato, fico com a sensação que algo mais podia ser feito.
Contudo além da classificação, dos pontos, prefiro guardar na minha mente, para a eternidade, a possibilidade da conquista do título, que mais uma vez se implantou na nossa mente.
A alegria e orgulho que ostentei durante tanto tempo e continuo a ostentar.
Os momentos formidáveis, que a equipa me proporcionou e a uma velocidade estonteante correram mais depressa que o próprio “sonho”.
As tardes e noites maravilhosas onde o meu desejo, o meu sonho, voou alto e vagueou por onde nunca imaginei.
A sensação saborosa de ter alcançado algo que nunca imaginei sentir, qual paraíso, o deslumbramento de algo que nunca me tinha acontecido.
Fosse um sonho, a realidade, o que eu quero é viver o pensamento, a recordação, a emoção. Assimilar tudo ao meu redor, partilhar, dizer ao mundo que bom é ser do Braga!

12 maio 2006

O SCB caminha a passos largos para conseguir mais um apuramento para a Taça Uefa. É algo histórico e, tanto quanto a minha memória o permite, nunca o SCB conseguiu tal desiderato. Sem dúvida que qualquer adepto braguista só pode congratular-se por a equipa do seu coração ter alcançado mais uma época de sucesso... Sucesso esse relativo, se é que me posso exprimir nestes termos. O objectivo previamente delineado apontava para “melhor que o ano passado”- disseram!

Reconheço que foi um forma inteligente de apontar um leque alargado de “objectivos”, onde, conforme as circunstâncias do campeonato, os responsáveis do SCB poderia alegar que conseguiram o objectivo... “Melhor que no ano passado”, poderá significar mais pontos; poderá significar o apuramento para a Liga dos Campeões, etc, etc... O que me leva novamente à relatividade e à afirmação do sucesso relativo.

Se enveredarmos por uma perspectiva baseada no historial do clube, onde há bem pouco tempo atrás, as dificuldades e problemas graves eram mais que muitos, então continuamos na senda do sucesso e a consolidar o tão desejado estatuto europeu. Se enveredarmos por uma perspectiva menos abrangente, então fica a sensação que o SCB passou, mais uma vez, ao lado uma excelente oportunidade e poderia fazer algo mais.
Qual a analise mais correcta ou mais adequada, é difícil responder, no entanto, penso que face à realidade do SCB e àquilo que desejo para o SCB, acho que o SCB passou ao lado de mais uma oportunidade para tentar crescer. Onde nos leva, se o SCB continuar esta caminhada?
Tiro esta conclusão porque se desejarmos um SCB cada vez maior, coeso e de outra dimensão, não podemos continuar com este tipo de pensamento ou objectivos e aproveitar o momento, sim... o MOMENTO, se, caso contrário, acharmos que o SCB tem que se resignar à sua triste condição e não será mais que aquilo que hoje é, então está tudo a correr maravilhosamente bem e melhor não se podia desejar...
Acho que a generalidade não se vai resignar e aceitar a actual condição do clube.
Todos desejam um SCB maior, certo?
Para que tal aconteça, temos que definitivamente crescer, mas primeiro naquilo que nos permitirá subir de patamar e auspiciar a outros voos...Temos que ter uma maior dimensão humana!
Repito, temos inevitavelmente que crescer para definitivamente lutar por algo mais que um 4º lugar. Há que dar continuidade à época anterior, mostrar ambição e elevar os objectivos sem nunca descurar a realidade financeira do clube e o passivo que tanto o apoquenta. Uma gestão sem ter em conta a realidade financeira e/ou descurar esse aspecto, comprometerá definitivamente o futuro do clube. Não duvidem disso meus amigos...será como construir algo em cima de areias movediças, porque ninguém, mas mesmo ninguém, consegue viver eternamente em dívida.Não se pense que desejo uma “fuga” desesperada para a frente com o único objectivo de satisfazer a vontade desmesurada de ganhar e de conseguir boas classificações, aniquilando posteriormente qualquer objectivo razoável(taça Uefa...), hipotecando definitivamente e simultaneamente o futuro. Não desejo de modo algum que o SCB invista desenfreadamente numa equipa sem ter receitas para a sustentar, todavia acho perfeitamente razoável, desejável e aceitável, que a SAD suba a fasquia e mediante as possibilidades financeiras, invista numa equipa cada vez mais forte, ganhadora.
Caso contrário, arriscamos a ver repetido episódios do passado, não só do nosso historial, como de outros clubes.

Com este tópico não pretendo criticar(pelo contrário) mas alertar para a necessidade de definir uma estratégia que julgo não existir. Não se trata de qualquer tipo de insensibilidade ou ambição desmedida...ou tão pouco ingratidão.
Reconheço o excelente trabalho de António Salvador e foi dos primeiros a apoiá-lo. É indesmentível! Debati-me neste fórum em favor de AS, mesmo quando, a opinião geral era favorável a Pedro Machado. Tive algumas quezílias, é certo! Ultrapassadas porque somos uma família!
Associo o actual momento do SCB à presidência de AS, no entanto, acho que não podemos continuar, passe a expressão, na mediocridade. Num ano lutamos pela UEFA, no outro conseguimos novamente, e lá temos que vender jogadores- os melhores- para pagar a factura!
Não podemos estar à espera ou ficar dependentes de uma negócio ou de um resultado para conseguir o equilíbrio que nos permitirá o desafogo financeiro. Isto é impensável se desejarmos outros desígnios.Os dirigentes do SCB tem que compreender que para crescer e aspirar lutar pelo título nacional, constantemente, a exemplo dos 3”grandes”, não o pode fazer nos moldes actuais.