Um comunicado emitido pela direcção da SAD bracarense, no passado dia 12 veio por fim às especulações que, desde o início de Julho vinham a encher as páginas dos jornais desportivos. Ficámos agora a saber, neste comunicado, que a primeira intenção do Sporting foi adquirir Jorge Luiz. No entanto o dinheiro, em Alvalade, escasseava. Com a possibilidade de vender Enakarhire, o clube de Lisboa propõe-se então adquirir de uma assentada João Alves e Wender. Mais tarde acrescentaram Nunes a esta “lista de espera”. Entretanto, o Sporting fora informado que o Braga prescindia assim de uma proposta vinda de Inglaterra, por João Alves, no valor de 4,5 milhões de euros. A partir daí passaram-se semanas de negociações, até que o Sporting “roeu a corda”.Dependendo do que se passar nos próximos dias, penso que o Comunicado emitido pela SAD bracarense no passado dia 12, sobre as negociações havidas com o Sporting, pode considerar-se um momento histórico. E digo isto porque, para mim, ele expressou uma verdade pela qual há muito ansiávamos: o S. C. de Braga não precisa de se vergar perante os ditos grandes. O fim das negociações com o Sporting pode ter consequências negativas nas finanças bracarenses; os jogadores envolvidos sofreram uma desilusão considerável, mas quem triunfou foi a honra, a verdade e a independência do nosso clube! O Sporting, sem dinheiro, utilizou o argumento da necessidade de vender Enakarhire para poder pagar ao Braga. O certo é que vendeu o jogador e, de repente, deu o dito por não dito e afinal já não queriam o João Alves. Mais ainda, inacreditavelmente, numa atitude quase risível, mostrava interesse em adquirir Nunes por 80 mil contos em dinheiro antigo!!! A questão principal que aqui se põe é esta: O Braga alega que o Sporting “dera a palavra” quanto ao interesse nos três jogadores e por isso recusou uma proposta de 4,5 milhões vinda de Inglaterra. O Sporting alega que não havia nada escrito. Perante isto, eu pergunto: até quando é que, no parecer do Sporting, o Braga teria que ficar à espera que os senhores de Lisboa se decidissem e passasse a haver “algo escrito”? Se não há nada escrito, por que razão estava o Braga obrigado a negociar com o Sporting? Mais ainda, alguma vez o Sporting pensou nos jogadores? Veja-se o caso de Wender; o nosso Said fez 30 anos. Tinha oportunidade de, nesta época, jogar na Liga dos Campeões. As expectativas eram enormes. Para ele era a carreira, a vida, que estava em jogo. No entanto, o que o Sporting se limitou a fazer foi colocá-lo numa espécie de “lista de espera”, onde ele deveria permanecer até que se decidissem. Alguns pseudo-moralistas como Dias da Cunha têm afirmado que os empresários são oportunistas e que não respeitam a dimensão humana dos jogadores. No entanto, neste imbróglio que durou mais de um mês, que respeito mostrou o Sporting pelos jogadores em causa? Eles são homens ou são joguetes? Aqui em Braga, pelos vistos, ainda há uma coisa chamada ética e outra chamada honra! Para quem tem ética e honra, a palavra conta! Neste momento, ao Braga colocam-se dois problemas: Primeiro: como lidar com a “desilusão” dos jogadores? Se é certo que João Alves tem muito futuro à sua frente como profissional, já o mesmo não se pode dizer de Nunes e principalmente Wender, que terão necessidade de ultrapassar as marcas psicológicas que estes disparates certamente lhe deixaram. Agora, é o Braga quem vai ter de lidar com a situação e são os jogadores quem mais vão sofrer. Cabe-nos a nós, adeptos, apoiar estes homens e mostrar-lhes que eles são, para nós, os melhores. Segundo problema: estará em causa a estabilidade financeira? Todos sabemos que o Braga prima pelo cumprimento dos encargos salariais e esse é um dos nossos maiores trunfos. Conseguiremos suportar essa estabilidade sem vendermos jogadores? Sinceramente, acredito que sim. Com estes jogadores vamos ter um plantel excelente. Mas o risco é grande. Seja como for, estes episódios já nos deram motivos de grande satisfação: o Braga não precisa do dinheiro do Sporting a qualquer custo! Além de uma prova de autonomia, o presidente António Salvador, deu do Braga uma imagem de seriedade, ética e coragem que poucas vezes é vista em Portugal. Por isso e por ter defendido da melhor maneira os interesses do nosso enorme clube, aqui fica o meu sincero… Obrigado, Presidente!!!
Manuel Cardoso
06 julho 2005
24 junho 2005
Há vida para lá do futebol.
Nos dias que correm o futebol ocupa um espaço privilegiado na vida portuguesa. Acabaram os campeonatos e nem por isso as notícias de futebol deixaram de fazer primeiras páginas, nem os debates televisivos deram tréguas. O futebol invadiu decisivamente as nossas vidas e até os políticos se rendem cada vez mais à terminologia e às metáforas do futebol. Ao nível desportivo, esta predominância do futebol tende a abafar cada vez mais as outras modalidades. E Braga não foge à regra. Foi um ano excelente para o futebol profissional do Sporting de Braga. Conseguimos igualar a melhor classificação de sempre na superliga, com um 4º lugar, além de termos lutado taco a taco com os chamados “grandes”. Também a equipa B teve um desempenho muito bom.Mas o certo é que os êxitos não ficaram por aqui. Foi um ano de ouro para o desporto bracarense. Os nossos atletas brilharam em várias modalidades. Nos últimos anos as modalidades mais bem sucedidas no Sporting de Braga têm sido os desportos predominantemente individuais: natação e atletismo. Curiosamente, nesta ultima época destacaram-se os desportos colectivos. Destaque maior cabe, inequivocamente, à secção de Voleibol. As equipas femininas de juvenis e de juniores sagraram-se campeãs nacionais. Dois títulos nacionais na mesma época! Na mesma modalidade, no Campeonato de Desporto Escolar, as equipas de “iniciados” e “juvenis” do Centro de Formação Desportiva da Escola “EB 2,3” de Lamaçães sagraram-se igualmente campeãs nacionais. O ABC, embora tenha passado por grandes problemas financeiros e directivos, foi finalista de uma competição europeia equivalente à Taça UEFA do futebol: só foi derrotado na final da taça Challenge.A equipa sénior do Hóquei Clube de Braga ascendeu à Primeira Divisão Nacional de Hóquei em Patins, um feito inédito no desporto bracarense.Finalmente, a equipa de Futsal do Sporting de Braga ascendeu à primeira divisão do campeonato nacional.Estes feitos são, sem dúvida surpreendentes. Mas, quanto a mim, ainda mais surpreendente é a falta de divulgação que eles tiveram. Acredito que o que escrevi acima constitua novidade para muitos bracarenses, mesmo adeptos! Os jornais de Braga, sem dúvida, deram o devido realce a estes acontecimentos. Mas não me parece que haja uma consciencialização do verdadeiro alcance destas vitórias. Nós próprios, que acompanhamos o fenómeno desportivo bracarense, ficámos contentes, até orgulhosos, mas aquele entusiasmo, aquela vibração, parece decididamente reservada em exclusivo ao futebol. Isto porque não vivemos as modalidades da mesma forma.Estas modalidades merecem, sem dúvida, toda a atenção da nossa parte, os adeptos. Muitas vezes indignámo-nos com os poucos espectadores que se apresentam nos pavilhões, com a falta de atenção por parte da Comunicação Social, com a pouca atenção por parte dos dirigentes, com os orçamentos reduzidos, etc. No entanto, temos que, antes de mais, questionar a nossa postura. O futebol exerce um fascínio tão grande que monopoliza a nossa atenção. Quantos de nós reservamos um pouco do nosso fim-de-semana para ver um jogo de Voleibol ou de Hóquei? Muito poucos, certamente. Se queremos exercer condignamente o nosso papel na família, e se juntarmos a isso o futebol e outras actividades inadiáveis ao fim de semana, raramente resta tempo disponível para as modalidades. Como resolver isto? Como conseguir uma massa adepta que se dedique com fidelidade a estas modalidades? É complicado responder a esta questão e não vou ser eu a dar uma resposta definitiva. No entanto, este assunto merece reflexão: até que ponto vale a pena esta dedicação exclusiva ao futebol, que tantos de nós sentimos?
Manuel Cardoso
Manuel Cardoso
02 junho 2005
Acabou a vindima.
Acabou a vindima, está na hora de lavar os cestos. O Benfica foi campeão e o Vitória de Setúbal ganhou a Taça; um final a condizer com o enredo: o Vitória, com o orçamento mais baixo da superliga sublinhou o mote da época - a sublevação dos pequenos. Sempre em bicos de pés, depois de eliminar o Guimarães, o Braga e o Boavista, os da terra de Bocage bateram o pé a um campeão ainda na ressaca dos festejos. Foi bonito de ver, um clube de quem se dizia já não conseguir pagar os ordenados, encheu-se de brios e ganhou com todo o mérito. Quanto ao Benfica, merece os parabéns por ter conseguido o título, ao fim de onze anos de luta tenaz. Depois de ter passado uma época cheia de assobios e polémicas, é com todo o mérito que o Benfica chega ao fim em primeiro, superando o campeão europeu, o finalista da taça UEFA e o Sporting de Braga (!).Há cerca de seis meses atrás, o presidente encarnado, Luís F. Vieira, afirmava à Comunicação Social: “Disse uma vez no autocarro à equipa: vamos ser campeões no Porto, na última jornada. O país vai parar e vamos demorar uma semana a chegar a Lisboa”. Premonitórias palavras! Foram, de facto, campeões na última jornada, no Porto e Portugal parou. Parou de tal maneira que até o nosso primeiro (José Sócrates) aproveitou para nos apertar o gasganete mais um bocadinho. Roucos de tanto gritar, os benfiquistas (que, como se sabe, são mais do que os portugueses) nem tiveram forças para gemer com o aperto da corda no pescoço. De facto, L. F. Vieira só não acertou numa coisa: não demoraram uma semana a chegar a Lisboa porque havia ainda a final da Taça (que maçada, terão pensado alguns jogadores). Mas a derrota no Jamor nem custou muito a digerir porque a euforia ainda reinava. Logo após a conquista do título, o referido presidente encarnado tinha afirmado: “Fomos sérios dentro e fora do campo”. Confesso que esta frase me deixou confuso: afinal não era suposto serem-no sempre? E não é suposto que os adversários também o sejam? Mais confuso fico ainda quando me lembro de algumas afirmações de L. F. Vieira quando, antes do início da época, afirmava que o Benfica precisava de ter mais “peso” na Liga e no Conselho de Arbitragem. Afinal não foi preciso aumentar esse peso? Bem, o melhor é não pensar muito nisto porque não iria certamente concluir coisa nenhuma. Aliás, no futebol português raramente se conclui coisa alguma. O que conta mesmo são os somatórios finais e o Benfica foi quem amealhou mais pontos. Alguns dizem que foi o “frango” do Ricardo que decidiu o campeonato; outros dizem que foi a auto-expulsão do Liedson; outros ainda afirmam que quem decidiu tudo foi o Estoril; há ainda quem diga que Luís Guilherme e Cunha Leal também tiveram um papel importante. Será? Mas nestas coisas funciona sempre aquela frase do anúncio das pizzas: “tudo é importante”; passe o lugar-comum, um campeonato é uma prova de regularidade e para uma equipa chegar ao fim em primeiro tem que haver muitos factores a contribuir para tal. Um desses factores foi, sem dúvida Trapatoni. Foi, ao longo da época, um treinador contestado, assobiado, insultado mesmo. Pelos mesmos benfiquistas que agora festejam. O futebol tem destas coisas. Afinal, jogar feio e ganharparece que está na moda. O título do Benfica, na verdade, deve-se em parte a esta “velha raposa” (raramente este epíteto foi tão bem aplicado). Ele soube ver, com toda a calma do mundo, que a voz dos adeptos não é a voz da razão. Nós vemos as coisas à luz do coração e de vez em quando é bom que o admitamos.Mas também José Veiga e Luís Filipe Vieira tiveram o seu mérito,incutindo um espírito ganhador que há muito não se via no Benfica (para o empresário esta é também uma vitória pessoal sobre Pinto da Costa e Jorge Mendes). Acima de tudo, trouxeram uma onda de entusiasmo e euforia que se viveu na Luz durante toda a época. Uma euforia tão grande que tudo o que é negativo cai no saco do esquecimento. Ninguém repara, por exemplo, que o passivo consolidado do Benfica é de 375 milhões de euros e neste ano aumentou em 50 milhões. Afinal de contas, o futebol vive de vitórias; que interessam os números? Para a História fica apenas isto: o Benfica é campeão, o Vitória ganhou a Taça e para o ano há mais. Sem azias nem invejazinhas, parabéns aos vencedores.
Manuel Cardoso
Manuel Cardoso
14 maio 2005
Grandes são o Sameiro e o Bom Jesus.
Segundo o mais recente estudo da Deloitte, o futebol português continua num estado lastimoso em termos financeiros. Num tempo de vacas magras, os clubes continuam a fazer lembrar aqueles fidalgos (de outrora e de agora) que ostentavam rendas, bordados e berloques sem terem dinheiro para mandar tocar um cego. Diz o Major que estão de calças na mão. Não sei se estão, porque o que vemos continuadamente é dinheiro a ser esbanjado. Toda a gente se queixa mas parece que a crise só serve para justificar o incumprimento fiscal e as dívidas acumuladas. Como é possível que no meio de tantos queixumes os clubes tenham aumentado os gastos em quatro por cento? Afinal que crise é esta? Será crise ou incompetência?O senhor Major, sempre interveniente e cheio de boas intenções, queixa-se do Estado! O tal Estado que vai ficando nas bocas do mundo pelos perdões e protelamentos das dívidas é alvo da crítica do presidente da Liga de Clubes porque não arranja uma solução para o problema. É esta a triste realidade do nosso tristepaís: quando não há competência para resolver os problemas e quando eles não se resolvem sozinhos, o Estado que resolva! Sejamos claros: são os clubes e SAD’s que têm que resolver os seus problemas! Queixa-se das más receitas das bilheteiras. Masmuitas vezes são os clubes que provocam esses maus resultadosao privilegiarem as transmissões televisivas que “empurram” os jogos para horários incríveis, ou então impõem preços proibitivos esquecendo que é melhor vender muito do barato do que pouco do caro. Por outro lado, gasta-se demasiado. Mas o problema nãoé só esse; é que as SAD’s têm que ter uma dinâmica empresarial.Em Inglaterra também se gastam balúrdios mas os clubes dão lucro. A diferença está na qualidade da gestão: uma dinâmica que lhes permite obter receitas muito diversificadas e que compensam os investimentos feitos. Se os bingos e as bombas de gasolina já não resolvem os problemas, têm que ser encontradas outras formas de aumentar as receitas. Não podem ficar à espera que a televisão e as bilheteiras paguem tudo, inclusivamente os luxos. Como podem os clubes queixar-se da crise se continuam a pagar salários absurdos e nada fazem para encontrar outras receitas? Dirão alguns dos leitores que para haver sucesso financeiro tem que haver sucesso desportivo (comoaconteceu com o F. C. do Porto) e o sucesso financeiro requer riscos, uma vez que não há investimentos sem riscos. No entanto, o S. C. de Braga parece querer demonstrar que é possível obter sucesso sem correr grandes riscos financeiros. É preciso é competência no trabalho de prospecção e na gestão técnica, racionalidade nos investimentos e criatividade na procurade receitas. Não fosse o parco sucesso deste último parâmetro e teríamos em Braga o exemplo perfeito de uma excelente gestão.Seja como for, o nosso clube já conseguiu um feito histórico: duas presenças consecutivas nas competições europeias. Agora étempo de atacar a Liga dos Campeões. Após dois jogos em que o rendimento foi claramente inferior era de esperar uma certa quebra psicológica. No entanto foi surpreendente a calma exibida pelos nossos atletas no estádio do Bessa, onde fizeram um dos melhores jogos da época, mesmocom a ausência de vários titulares habituais. Uma exibição serena, coroada com dois golos do excelente ponta de lança JoãoTomás. Isto vem, mais uma vez, provar o excelente ambiente do balneário bracarense e o magnifico trabalho da equipa técnica.Nunca um lugar no pódium esteve tão perto de nós. Portanto, no próximo sábado vamos voltar a fazer tremer a pedreira. Temos que afirmar todo o nosso braguismo. E a oportunidade é única: o jogo de sábado será um excelente teste aos verdadeiros bracarenses porque decorre ao mesmo tempo que as partidas (televisionadas) dos “grandes”. Mas para os verdadeiros braguistas, “grandes, grandes são o Bom Jesus e a Senhora do Sameiro”. Para nós nem o SCB é grande; é enorme!
Manuel Cardoso
Manuel Cardoso
28 abril 2005
Gentilezas
O futebol português continua de parabéns. Estamos a viver os momentos finais de uma superliga que constitui, talvez, o campeonato mais competitivo de sempre. Mas para além dessa emoção a rodos, temos tido ultimamente demonstrações de um nível ético excepcional no futebol português. De facto, a boa vontade e altíssimos valores morais marcaram pontos na semanapassada, sobrepondo-se a interesses mesquinhos como são a vontade de somar pontos. Ficou demonstrado, por alguns agentes do mundo da bola que há coisas mais importantes do que somar pontos e ganhar jogos. Veja-se, por exemplo, a gentileza com que o Benfica tinha emprestado dois jogadores ao Estoril e a forma magnífica como este clube, de boa vontade, nãoos colocou a jogar de início: a bondade humana magnificamente recompensada! Mas as gentilezas não ficaram por aqui. O estádiodo Algarve foi amável e desinteressadamente emprestado ao Estoril para receber o Benfica com toda a pompa e circunstância: um estádio novinho em folha, todo colorido, quase a estrear, para receber os campeões com toda a deferência! Aí está um exemplo magnânimo de etiqueta e boas maneiras; é o que se chama a arte de bem receber! E até o Benfica ajudou a este festival de nobreza ao emprestar as sapatilhas ao árbitro. Este, para não ficar atrás, teve um gesto muito bonito: devolveu as sapatilhas mas primeiro teve o cuidado de as lavar! Gestos destes, cenas bonitas, quase enternecedoras, fazem falta ao futebol português e só dignificam quem as pratica. É claro que o Estoril até pode descer de divisão; é claro que se tivesse jogado em casa podia ter conquistado pelo menos um pontinho que, eventualmente, os poderia salvar da descida. Mas que valor podeter a permanência quando comparada com esta nobreza de sentimentos? Pode eventualmente descer de divisão. Pode sim senhor; mas a beleza dos gestos fica para a eternidade. Além do mais, com estas decisões, o Estoril pode estar a contribuir, de forma generosa e absolutamente desinteressada, para a alegria de milhões de benfiquistas desejosos de alcançar o título. Mas que pena, depois de todas estas cortesias, terem sido proferidas palavras tão azedas, ter sido desencadeadas tantas discussões! Quase uma semana depois do jogo, ainda se fala de polémicas, de zangas, de injustiças! Tudo por causa da boa vontade! Até os dirigentes do Sporting vieram participar no lavar de roupa suja, acusando os rivais da Luz de “promiscuidades”. Que injustiça! Pior ainda, houve quem logo erguesse a voz dizendo que o Sporting tem “telhados de vidro” por também terem sido “promíscuos” na antecipação de um jogo da Taça! É lamentável que haja sempre quem se lembre do que está morto e enterrado. E ainda por cima esse episódio só tinha acontecido porque o Sporting tinha também sido generoso com o Pampilhosa. Mais uma vez, são os bons sentimentos a serem despudoradamente censurados! É, de facto, lamentável e ingrato que tantos actos de nobreza de carácter, de solidariedade desinteressada, de bondade (por que não?), sejam vilmente criticados, que tantas puras intenções sejam manchadas e punidas com palavras tão azedas. No meio de toda esta confusão, de todo este enredo trágico-cómico, há uma personagem estranha: o Sporting de Braga. De facto, este clube parece ser o único dos que lutam pelos primeiros lugares que não tem sido generoso com ninguém.Não empresta nada, não tem palavras amáveis, parece que só seinteressa por jogar à bola. Parece até que é o único que se limitaa ganhar quando marca golos e a perder quando sofre mais do que o adversário. Nada mais! Ora, sabendo-se que a sorte protege os virtuosos não sei se não estará na hora de o Braga enveredar por uns gestos altruístas. Talvez seja a hora de também começar a praticar boas acções.
Manuel Cardoso
Manuel Cardoso
06 abril 2005
O que a equipa do SCB precisa fazer...
... para convencer alguns associados?
Contestação, assobiadelas, injúrias... feitas por alguns, repito, alguns associados, que não lembra ao diabo. Foi assim na segunda feira. Talvez tais atitudes, irreflectidas, tenham explicação em factores sociais e culturais, na irracionalidade, emoção, paixão, que envolve o jogo. Não pretendo encontrar explicações mas simplesmente alertar para tais atitudes, mais que lamentáveis, injustas e despropositadas.
Segunda Feira, 4 de Abril de 2005, dia de mais um jogo no EMB, desta feita o adversário é o Leiria. Antevia-se um jogo difícil porque nos dias que correm, o SCB é encarado por todos os adversários com demais receios e preocupações, traduzidos em esquemas tácticos super defensivos. Para os clubes que jogam com o SCB, a conquista de um “pontinho” representa algo extraordinário, fantástico. É assim com as equipas de menor dimensão, mas também com aquelas que se dizem grandes.
O SCB encara todos os jogos para ganhar, embora possa não parecer face à dinâmica e ritmo de jogo algumas vezes evidenciado. O jogo tem fases, e não é suposto que uma equipa consiga 90 minutos de caudal ofensivo contínuo ou constantes jogadas ofensivas a ritmos estonteantes. Como disse o jogo tem fases e o importante é: controlar o jogo, os espaços, o adversário, criar linhas de passe e penetração, criar desiquilibrios. Igualmente e fundamental, é que exista atitude, vontade de vencer. Esta mentalidade existe... está presente na mente do grupo de trabalho do SCB. Compreende-se que algumas vezes devido às circunstâncias do jogo e porque do outro lado existe também uma equipa - às vezes com mais que 11 elementos - o objectivo de vencer não seja possível de alcançar.
No jogo com o Leiria, a equipa do SCB, mais que a vitória, demonstrou vontade de vencer, mal grado haver emoção e incerteza no resultado até ao final. A equipa demonstrou – e tem demonstrado - inequivocamente espirito ganhador... O SCB continua em 2º lugar e com legítimas ambições ao título nacional. Utopia? Se o SCP, o FCP, tem legitimidade ao título, que eu saiba, estão a olhar para cima.
Curiosamente, algumas vozes levantam-se e dizem que o SCB não tem estofo para campeão, dizem mesmo que o SCB tem que se resignar à sua condição, triste e pequena.
Se disserem que o SCB não aguenta a “pressão” da luta pelo título, e outras coisas parecidas; se disserem que não pode auspiciar a algo mais que a luta por um lugar que dei-a acesso à Taça Uefa, qual Velhos do Restelo, qual maldizentes, permitam-me um conselho:
- Não acreditem!
Continuamos no 2º lugar, que não é algo novo ou algo inédito na presente temporada, é algo que (quase) nos vamos habituando. Jornada após jornada, a equipa do SCB tem ocupado os lugares cimeiros, tendo acampado à algum tempo no segundo lugar. Não fica por aqui os destaques. Tem a melhor defesa do campeonato, suplantando equipas que nos habituaram a reunir os destaques. O SCB foi inclusive à pouco tempo, considerada a equipa da semana pelo prestigiado site da Uefa, o mesmo que atribuiu o título de melhor treinador a José Mourinho.
Apesar do sucesso na presente temporada, apesar do SCB pautar este campeonato pela regularidade, tudo isto parece não satisfazer alguns sócios do SCB, talvez ávidos de algo que ainda não percebi. Assobios à equipa e aos jogadores, são totalmente descabidos e injustos para além de serem contraproducentes, ou será que esperam que os jogadores joguem melhor com um “incentivo” desses, nomeadamente o João Tomás? João Tomás não esteve num dia feliz, falhou incrivelmente alguns lances de golo, daqueles que só falha quem lá está e foi julgado severamente por isso. Fortemente condicionado psicologicamente pelo coro de assobios, Jesualdo Ferreira, talvez com o intuito de o proteger ou de se proteger, substituí-o . Definitivamente o timing não foi o adequado. João Tomás não merecia o “tratamento” dado pelos sócios, assim como foi despropositada e infeliz a sua reacção.
Só peço aos associados um pouco de bom senso e coerência, e já agora um pouco de reflexão, nada mais.
O SCB tem uma dinâmica vencedora, é uma equipa regular, os jogadores demonstram empenho, o futebol é agradável... o que é preciso mais para os convencer? Se tais condições não se verificassem compreenderia a atitude de alguns ao contestarem, mas a verdade é que nada a justifica, nem mesmo o enorme desejo, cada vez maior, de vencer, mantendo assim acesa a hipótese de alcançar o “Sonho”...
Mesmo que o “Sonho” não se concretize, não podemos esmorecer, o melhor será mesmo ser persistente e tentar novamente, porque o “Sonho”, longínquo, distante, impossível, na presente época esteve perto...à distância de um “se”.
O que importa e é importante, é apoiar a equipa. O importante é comparecer no EMB. O importante é estar, contribuir para tornar o SCB maior... o SCB precisa de todos os bracarenses. Ficar sentado, indiferente, assobiando para o lado, como se nada importasse, à espera que as coisas aconteçam, à espera que o clube, o SCB, lhes proporcione momentos de orgulho e satisfação, sem nada fazerem para tal, e depois vir reclamar a vitória será, na minha opinião, pura hipocrisia. Definitivamente, temos que começar a encher as bancadas do EMB, e seguir o exemplo dos muitos bons braguistas que nos dias de jogo, não deixam de dizer presente.
Para finalizar uma curiosidade. Entre os adeptos do SCB e o VSC, existe uma rivalidade acentuada, infelizmente bem demonstrada de parte a parte, nos últimos tempos. Aparte a rivalidade, os Vitorianos em certos aspectos, dão o exemplo a seguir. Na jornada anterior, disputou-se em Guimarães, o VSC- Rio Ave, jogo esse disputado na Sexta-feira, às 21,30h, com chuva. Caso o VSC ganhasse, cimentavam a hipótese da Europa. Na Segunda-feira, o SCB jogou com o Leiria, com condições climatéricas agradáveis, às 20,30h e em caso de vitória, continuava no segundo lugar. O jogo de Guimarães teve a assistência de 14 mil espectadores, o de Braga, teve a assistência de... 6 mil espectadores. Porque será?
José Araújo
Superbraga.com/ Diário do Minho
Contestação, assobiadelas, injúrias... feitas por alguns, repito, alguns associados, que não lembra ao diabo. Foi assim na segunda feira. Talvez tais atitudes, irreflectidas, tenham explicação em factores sociais e culturais, na irracionalidade, emoção, paixão, que envolve o jogo. Não pretendo encontrar explicações mas simplesmente alertar para tais atitudes, mais que lamentáveis, injustas e despropositadas.
Segunda Feira, 4 de Abril de 2005, dia de mais um jogo no EMB, desta feita o adversário é o Leiria. Antevia-se um jogo difícil porque nos dias que correm, o SCB é encarado por todos os adversários com demais receios e preocupações, traduzidos em esquemas tácticos super defensivos. Para os clubes que jogam com o SCB, a conquista de um “pontinho” representa algo extraordinário, fantástico. É assim com as equipas de menor dimensão, mas também com aquelas que se dizem grandes.
O SCB encara todos os jogos para ganhar, embora possa não parecer face à dinâmica e ritmo de jogo algumas vezes evidenciado. O jogo tem fases, e não é suposto que uma equipa consiga 90 minutos de caudal ofensivo contínuo ou constantes jogadas ofensivas a ritmos estonteantes. Como disse o jogo tem fases e o importante é: controlar o jogo, os espaços, o adversário, criar linhas de passe e penetração, criar desiquilibrios. Igualmente e fundamental, é que exista atitude, vontade de vencer. Esta mentalidade existe... está presente na mente do grupo de trabalho do SCB. Compreende-se que algumas vezes devido às circunstâncias do jogo e porque do outro lado existe também uma equipa - às vezes com mais que 11 elementos - o objectivo de vencer não seja possível de alcançar.
No jogo com o Leiria, a equipa do SCB, mais que a vitória, demonstrou vontade de vencer, mal grado haver emoção e incerteza no resultado até ao final. A equipa demonstrou – e tem demonstrado - inequivocamente espirito ganhador... O SCB continua em 2º lugar e com legítimas ambições ao título nacional. Utopia? Se o SCP, o FCP, tem legitimidade ao título, que eu saiba, estão a olhar para cima.
Curiosamente, algumas vozes levantam-se e dizem que o SCB não tem estofo para campeão, dizem mesmo que o SCB tem que se resignar à sua condição, triste e pequena.
Se disserem que o SCB não aguenta a “pressão” da luta pelo título, e outras coisas parecidas; se disserem que não pode auspiciar a algo mais que a luta por um lugar que dei-a acesso à Taça Uefa, qual Velhos do Restelo, qual maldizentes, permitam-me um conselho:
- Não acreditem!
Continuamos no 2º lugar, que não é algo novo ou algo inédito na presente temporada, é algo que (quase) nos vamos habituando. Jornada após jornada, a equipa do SCB tem ocupado os lugares cimeiros, tendo acampado à algum tempo no segundo lugar. Não fica por aqui os destaques. Tem a melhor defesa do campeonato, suplantando equipas que nos habituaram a reunir os destaques. O SCB foi inclusive à pouco tempo, considerada a equipa da semana pelo prestigiado site da Uefa, o mesmo que atribuiu o título de melhor treinador a José Mourinho.
Apesar do sucesso na presente temporada, apesar do SCB pautar este campeonato pela regularidade, tudo isto parece não satisfazer alguns sócios do SCB, talvez ávidos de algo que ainda não percebi. Assobios à equipa e aos jogadores, são totalmente descabidos e injustos para além de serem contraproducentes, ou será que esperam que os jogadores joguem melhor com um “incentivo” desses, nomeadamente o João Tomás? João Tomás não esteve num dia feliz, falhou incrivelmente alguns lances de golo, daqueles que só falha quem lá está e foi julgado severamente por isso. Fortemente condicionado psicologicamente pelo coro de assobios, Jesualdo Ferreira, talvez com o intuito de o proteger ou de se proteger, substituí-o . Definitivamente o timing não foi o adequado. João Tomás não merecia o “tratamento” dado pelos sócios, assim como foi despropositada e infeliz a sua reacção.
Só peço aos associados um pouco de bom senso e coerência, e já agora um pouco de reflexão, nada mais.
O SCB tem uma dinâmica vencedora, é uma equipa regular, os jogadores demonstram empenho, o futebol é agradável... o que é preciso mais para os convencer? Se tais condições não se verificassem compreenderia a atitude de alguns ao contestarem, mas a verdade é que nada a justifica, nem mesmo o enorme desejo, cada vez maior, de vencer, mantendo assim acesa a hipótese de alcançar o “Sonho”...
Mesmo que o “Sonho” não se concretize, não podemos esmorecer, o melhor será mesmo ser persistente e tentar novamente, porque o “Sonho”, longínquo, distante, impossível, na presente época esteve perto...à distância de um “se”.
O que importa e é importante, é apoiar a equipa. O importante é comparecer no EMB. O importante é estar, contribuir para tornar o SCB maior... o SCB precisa de todos os bracarenses. Ficar sentado, indiferente, assobiando para o lado, como se nada importasse, à espera que as coisas aconteçam, à espera que o clube, o SCB, lhes proporcione momentos de orgulho e satisfação, sem nada fazerem para tal, e depois vir reclamar a vitória será, na minha opinião, pura hipocrisia. Definitivamente, temos que começar a encher as bancadas do EMB, e seguir o exemplo dos muitos bons braguistas que nos dias de jogo, não deixam de dizer presente.
Para finalizar uma curiosidade. Entre os adeptos do SCB e o VSC, existe uma rivalidade acentuada, infelizmente bem demonstrada de parte a parte, nos últimos tempos. Aparte a rivalidade, os Vitorianos em certos aspectos, dão o exemplo a seguir. Na jornada anterior, disputou-se em Guimarães, o VSC- Rio Ave, jogo esse disputado na Sexta-feira, às 21,30h, com chuva. Caso o VSC ganhasse, cimentavam a hipótese da Europa. Na Segunda-feira, o SCB jogou com o Leiria, com condições climatéricas agradáveis, às 20,30h e em caso de vitória, continuava no segundo lugar. O jogo de Guimarães teve a assistência de 14 mil espectadores, o de Braga, teve a assistência de... 6 mil espectadores. Porque será?
José Araújo
Superbraga.com/ Diário do Minho
22 janeiro 2004
Show Off
Quando surgem na Comunicação Social notícias relativas à venda de jogadores por parte do SCB, a generalidade dos adeptos bracarenses ficam logo apreensivos, e a analogia ao negócio do “3 em 1” surge inevitavelmente.
Os adeptos tem a tendência de rejeitar liminarmente a venda de jogadores, porque, receiam que a equipa perca competitividade, mas também porque tem enorme afecto pelos jogadores. Assim aconteceu nos últimos dias com o Quim, que mais uma vez – para não variar - surgiu como próximo de ingressar no SLB.
O Quim é um jogador que ao longo dos anos aprendi a admirar. Tenho uma enorme admiração pelo Quim. O Quim sempre demonstrou ao longo do tempo, e provou ao mundo futebolístico- se é que tinha que provar- características notáveis como profissional de futebol, nomeadamente na posição de guarda-redes. Mas não só... como Homem, o Quim é integro, humilde e nele moram valores que muitos relegam ou esqueceram. É um exemplo para todos nós. Para mim, o Quim, é o melhor de Portugal. O Quim tem e terá sempre a minha admiração e reconhecimento.Porque desde muito novo está ligado ao clube que adoro, ele é mais que um jogador, um guarda redes. Ele faz parte daquilo que aprendemos ao longo dos anos a apreciar, a enaltecer, a gostar. Ele é do SCB, ele é "nosso"...Tenho no entanto que ter consciência que o Quim é profissional de futebol. Ele deseja de certeza outros horizontes que infelizmente o SCB não lhe pode concretizar.
Por desejar a melhor sorte do mundo ao Quim, desejo que ele alcance mais sucesso na sua carreira futebolística. Por ter por ele muito apreço, admiração, desejo que ele alcance a projecção que merece. Se ele sair um dia, esse dia será um dia triste para mim...
Óbvio que os interesses do SCB devem ser acautelados...Isso é uma condição imprescindível. Se houver hipótese de o SCB fazer negócio, e desde que o negócio seja vantajoso para todas as partes- e reafirmo mais uma vez - nomeadamente para o SCB, eu aceitarei a transferência, porque também não desejo, pelas razões acima descritas, que “cortem as pernas” ao Quim...
A transferência ou não do Quim, do Bruno Gama, ou de qualquer outro jogador, serão decisões complicadas para a SAD, nomeadamente para o António Salvador.
Infelizmente a saúde financeira do SCB não permite muitas veleidades, e a venda de jogadores, mais tarde ou mais cedo terá que acontecer.
SHOW OFF?
A propósito da hipotética saída da jovem promessa, o Bruno Gama, que alegadamente é alvo do interesse de clubes de renome mundial. Além de clubes estrangeiros, surgiu o alegado interesse do FCP e SLB,. Permitam-me questionar o seguinte: - Se o Bruno Gama enquadra-se no nível das exigências de clubes de renome mundial; do FCP, SLB; será que não tem qualidades para jogar no SCB?
Muitos jogadores oriundos da formação, nomeadamente da equipa B, tem treinado com a equipa principal. E depois as oportunidades? Será “show off”?
Porque o “nosso” mister, JF, não aposta efectivamente na formação? O sucesso desportivo e financeiro passam pela Formação, estou convicto disso. Optar por outros caminhos pode ser mais fácil, mas temo que o SCB, agrave a sua situação financeira. A SAD liderada pelo António Salvador , está a fazer um esforço enorme para cumprir com os compromissos do SCB, mas temos que ter presente que esse esforço não durará para sempre, disso podem ter a certeza.Estamos a perder tempo e a desperdiçar dinheiro, para não falar na evidente desvalorização do trabalho feito pelos dirigentes, técnicos e jogadores da formação... Como já oportunamente disse, e não me canso de dizer, nós conseguimos formar jogadores de boa qualidade; jogadores de top... Do melhor que há!Andam as equipas da formação a trabalhar, com emepnho, dedicação; dia após dia; de noite ou de dia; ao sol, à chuva; quer faça frio ou calor; com precárias condições de trabalho...
Será que esse trabalho é reconhecido?
Temos imensos jogadores nas Selecções Jovens, e são “nossos”, do SCB!
A equipa B, superiormente orientada pelo “mister” António Caldas, tem jogadores de eleição. Porque não se dão oportunidades a esses jogadores de eleição?
José Araújo
Superbraga.com/ Diário do Minho
Os adeptos tem a tendência de rejeitar liminarmente a venda de jogadores, porque, receiam que a equipa perca competitividade, mas também porque tem enorme afecto pelos jogadores. Assim aconteceu nos últimos dias com o Quim, que mais uma vez – para não variar - surgiu como próximo de ingressar no SLB.
O Quim é um jogador que ao longo dos anos aprendi a admirar. Tenho uma enorme admiração pelo Quim. O Quim sempre demonstrou ao longo do tempo, e provou ao mundo futebolístico- se é que tinha que provar- características notáveis como profissional de futebol, nomeadamente na posição de guarda-redes. Mas não só... como Homem, o Quim é integro, humilde e nele moram valores que muitos relegam ou esqueceram. É um exemplo para todos nós. Para mim, o Quim, é o melhor de Portugal. O Quim tem e terá sempre a minha admiração e reconhecimento.Porque desde muito novo está ligado ao clube que adoro, ele é mais que um jogador, um guarda redes. Ele faz parte daquilo que aprendemos ao longo dos anos a apreciar, a enaltecer, a gostar. Ele é do SCB, ele é "nosso"...Tenho no entanto que ter consciência que o Quim é profissional de futebol. Ele deseja de certeza outros horizontes que infelizmente o SCB não lhe pode concretizar.
Por desejar a melhor sorte do mundo ao Quim, desejo que ele alcance mais sucesso na sua carreira futebolística. Por ter por ele muito apreço, admiração, desejo que ele alcance a projecção que merece. Se ele sair um dia, esse dia será um dia triste para mim...
Óbvio que os interesses do SCB devem ser acautelados...Isso é uma condição imprescindível. Se houver hipótese de o SCB fazer negócio, e desde que o negócio seja vantajoso para todas as partes- e reafirmo mais uma vez - nomeadamente para o SCB, eu aceitarei a transferência, porque também não desejo, pelas razões acima descritas, que “cortem as pernas” ao Quim...
A transferência ou não do Quim, do Bruno Gama, ou de qualquer outro jogador, serão decisões complicadas para a SAD, nomeadamente para o António Salvador.
Infelizmente a saúde financeira do SCB não permite muitas veleidades, e a venda de jogadores, mais tarde ou mais cedo terá que acontecer.
SHOW OFF?
A propósito da hipotética saída da jovem promessa, o Bruno Gama, que alegadamente é alvo do interesse de clubes de renome mundial. Além de clubes estrangeiros, surgiu o alegado interesse do FCP e SLB,. Permitam-me questionar o seguinte: - Se o Bruno Gama enquadra-se no nível das exigências de clubes de renome mundial; do FCP, SLB; será que não tem qualidades para jogar no SCB?
Muitos jogadores oriundos da formação, nomeadamente da equipa B, tem treinado com a equipa principal. E depois as oportunidades? Será “show off”?
Porque o “nosso” mister, JF, não aposta efectivamente na formação? O sucesso desportivo e financeiro passam pela Formação, estou convicto disso. Optar por outros caminhos pode ser mais fácil, mas temo que o SCB, agrave a sua situação financeira. A SAD liderada pelo António Salvador , está a fazer um esforço enorme para cumprir com os compromissos do SCB, mas temos que ter presente que esse esforço não durará para sempre, disso podem ter a certeza.Estamos a perder tempo e a desperdiçar dinheiro, para não falar na evidente desvalorização do trabalho feito pelos dirigentes, técnicos e jogadores da formação... Como já oportunamente disse, e não me canso de dizer, nós conseguimos formar jogadores de boa qualidade; jogadores de top... Do melhor que há!Andam as equipas da formação a trabalhar, com emepnho, dedicação; dia após dia; de noite ou de dia; ao sol, à chuva; quer faça frio ou calor; com precárias condições de trabalho...
Será que esse trabalho é reconhecido?
Temos imensos jogadores nas Selecções Jovens, e são “nossos”, do SCB!
A equipa B, superiormente orientada pelo “mister” António Caldas, tem jogadores de eleição. Porque não se dão oportunidades a esses jogadores de eleição?
José Araújo
Superbraga.com/ Diário do Minho
08 janeiro 2004
Arbitragem.
Arbitragem: maus árbitros, ou maus dirigentes desportivos?
Esta época, a exemplo de outras anteriores, tem sido pródiga em polémicas, polémicas essas essencialmente devido ao trabalho dos árbitros.
O que o adepto de futebol com o mínimo de fair play pede a um arbitro é, isenção, imparcialidade, critérios uniformes. O que se passa nos relvados portugueses, algumas vezes, é tudo menos isto. Podem dizer que errar é humano, mas errar sempre para o mesmo lado é inexplicável, ou será? Quantas vezes os árbitros são o factor determinante, decisivo, do resultado final?
Má preparação, tanto técnica, como física, más condições de trabalho, “pressão“ constante, contribuem para fracas performances em campo. Se formos rigorosos com os critérios de avaliação, podemos contar os bons árbitros com os dedos das mãos, e talvez sobrem dedos...
Aparte a qualidade dos árbitros, se são bons ou fracos, para muitos intervenientes no futebol, desde o adepto até ao dirigente, muitas vezes, eles, os árbitros, servem para expiar os maus momentos. Os árbitros são os bodes expiatórios dos resultados menos bons, ou dos maus momentos das equipas, dos erros dos treinadores, dos jogadores ou da falta de concretização das equipas. Os próprios jogadores por vezes não ajudam: simulações, agressões gratuitas, virilidade excessiva.
Hoje o futebol, cada vez mais está a transformar-se numa “industria”. Cada vez mais movimenta verbas impensadas á uns anos atrás, hoje fala-se de milhões de contos, de milhões de euros, e um lugar por exemplo na Liga dos Campeões é sinónimo de receitas fabulosas, receitas que pelo montante faz sonhar qualquer gestor. Cada vez mais o futebol exige mais profissionalismo, exige mais dos dirigentes, mais dos jogadores e staff técnico. Exige gestões equilibradas, exige um planeamento empresarial. Como hoje não está somente o prestigio, a glória de um clube em jogo, é natural que as “pressões” em torno de determinados agentes sejam também maiores.
Quando existem más arbitragens- que as há - não podemos culpar unicamente os árbitros pelo mau trabalho que efectuam dentro das quatro linhas. Se a arbitragem está mal, há que responsabilizar nas devidas proporções os dirigentes desportivos, tantos aqueles que gerem o futebol nas mais altas instâncias, como os dirigentes dos clubes. No entanto, estes alheiam-se das responsabilidades que lhes estão directamente imputadas. Quem é que elege os organismos que organizam as competições, os campeonatos nacionais? Se a arbitragem está mal e não se recomenda, são eles, os dirigentes desportivos, e não os árbitros, na minha opinião, os principais responsáveis pelo actual estado da arbitragem nacional.
Vimos amiúde surgirem declarações de agentes desportivos, que lançam no ar muita suspeição em torno dos “homens de negro”. Declarações muitas vezes claras que apontam no sentido do controle dos homens do apito. Estas denuncias, ou suspeições, ferem e de que maneira a credibilidade da arbitragem, mas essencialmente a credibilidade do futebol. Assistimos quase todos os dias a dizer mal dos árbitros, das decisões da C. Arbitragem, da Liga e Federação, da APAF, e se estivermos atentos, as acusações, insinuações partem quase sempre de “meia dúzia” de “incendiários”...Curioso que é uma situação dita normal, quando de normal não tem nada.
Aproximamo-nos do EURO 2004, e seria benéfico para o futebol português que este clima de suspeição e falta de credibilidade acabasse, ou pelo menos amainasse um pouco. Urge acabar com este clima de suspeição, mas os altos dignatários do nosso futebol, pouco fazem para resolver este, chamemo-lhe problema. Reparem meus amigos, que este problema é bem antigo e continua de ano para ano. Diz-se muita coisa, mas pouca coisa se faz, será que existe verdadeira vontade de mudar alguma coisa?
Existe todos os “anos” movimentações em redor da arbitragem, mas será que não serão movimentações com o único propósito do controle da arbitragem? Os clubes procuram afincadamente esse controlo, e esse controlo a existir(???) é um óptimo meio de alcançar, ou ajudar a alcançar os objectivos propostos. Fala-se muito dos lobbies clubisticos, e quem detiver o “poder” não lhe interessa mudar coisa alguma, e os “outros” talvez aguardem a oportunidade, na penumbra, ansiosos por terem esse “poder”, e assim tomar as rédeas deste factor tão apetecível, e dizem, decisivo no futebol. Nesta “guerra de sombras” quem fica prejudicado é sempre o futebol.
Procura-se soluções; fala-se num organismo autónomo; fala-se na implantação da tecnologia para auxiliar os árbitros; fala-se na profissionalização, mas o que se pede é que acima de tudo haja responsabilização...dos árbitros, mas essencialmente dos dirigentes desportivos.
Será que vai mudar alguma coisa? Será que há vontade?
Para o bem do futebol espero que sim!!!
José Araújo
Superbraga.com/ Diário do Minho
Esta época, a exemplo de outras anteriores, tem sido pródiga em polémicas, polémicas essas essencialmente devido ao trabalho dos árbitros.
O que o adepto de futebol com o mínimo de fair play pede a um arbitro é, isenção, imparcialidade, critérios uniformes. O que se passa nos relvados portugueses, algumas vezes, é tudo menos isto. Podem dizer que errar é humano, mas errar sempre para o mesmo lado é inexplicável, ou será? Quantas vezes os árbitros são o factor determinante, decisivo, do resultado final?
Má preparação, tanto técnica, como física, más condições de trabalho, “pressão“ constante, contribuem para fracas performances em campo. Se formos rigorosos com os critérios de avaliação, podemos contar os bons árbitros com os dedos das mãos, e talvez sobrem dedos...
Aparte a qualidade dos árbitros, se são bons ou fracos, para muitos intervenientes no futebol, desde o adepto até ao dirigente, muitas vezes, eles, os árbitros, servem para expiar os maus momentos. Os árbitros são os bodes expiatórios dos resultados menos bons, ou dos maus momentos das equipas, dos erros dos treinadores, dos jogadores ou da falta de concretização das equipas. Os próprios jogadores por vezes não ajudam: simulações, agressões gratuitas, virilidade excessiva.
Hoje o futebol, cada vez mais está a transformar-se numa “industria”. Cada vez mais movimenta verbas impensadas á uns anos atrás, hoje fala-se de milhões de contos, de milhões de euros, e um lugar por exemplo na Liga dos Campeões é sinónimo de receitas fabulosas, receitas que pelo montante faz sonhar qualquer gestor. Cada vez mais o futebol exige mais profissionalismo, exige mais dos dirigentes, mais dos jogadores e staff técnico. Exige gestões equilibradas, exige um planeamento empresarial. Como hoje não está somente o prestigio, a glória de um clube em jogo, é natural que as “pressões” em torno de determinados agentes sejam também maiores.
Quando existem más arbitragens- que as há - não podemos culpar unicamente os árbitros pelo mau trabalho que efectuam dentro das quatro linhas. Se a arbitragem está mal, há que responsabilizar nas devidas proporções os dirigentes desportivos, tantos aqueles que gerem o futebol nas mais altas instâncias, como os dirigentes dos clubes. No entanto, estes alheiam-se das responsabilidades que lhes estão directamente imputadas. Quem é que elege os organismos que organizam as competições, os campeonatos nacionais? Se a arbitragem está mal e não se recomenda, são eles, os dirigentes desportivos, e não os árbitros, na minha opinião, os principais responsáveis pelo actual estado da arbitragem nacional.
Vimos amiúde surgirem declarações de agentes desportivos, que lançam no ar muita suspeição em torno dos “homens de negro”. Declarações muitas vezes claras que apontam no sentido do controle dos homens do apito. Estas denuncias, ou suspeições, ferem e de que maneira a credibilidade da arbitragem, mas essencialmente a credibilidade do futebol. Assistimos quase todos os dias a dizer mal dos árbitros, das decisões da C. Arbitragem, da Liga e Federação, da APAF, e se estivermos atentos, as acusações, insinuações partem quase sempre de “meia dúzia” de “incendiários”...Curioso que é uma situação dita normal, quando de normal não tem nada.
Aproximamo-nos do EURO 2004, e seria benéfico para o futebol português que este clima de suspeição e falta de credibilidade acabasse, ou pelo menos amainasse um pouco. Urge acabar com este clima de suspeição, mas os altos dignatários do nosso futebol, pouco fazem para resolver este, chamemo-lhe problema. Reparem meus amigos, que este problema é bem antigo e continua de ano para ano. Diz-se muita coisa, mas pouca coisa se faz, será que existe verdadeira vontade de mudar alguma coisa?
Existe todos os “anos” movimentações em redor da arbitragem, mas será que não serão movimentações com o único propósito do controle da arbitragem? Os clubes procuram afincadamente esse controlo, e esse controlo a existir(???) é um óptimo meio de alcançar, ou ajudar a alcançar os objectivos propostos. Fala-se muito dos lobbies clubisticos, e quem detiver o “poder” não lhe interessa mudar coisa alguma, e os “outros” talvez aguardem a oportunidade, na penumbra, ansiosos por terem esse “poder”, e assim tomar as rédeas deste factor tão apetecível, e dizem, decisivo no futebol. Nesta “guerra de sombras” quem fica prejudicado é sempre o futebol.
Procura-se soluções; fala-se num organismo autónomo; fala-se na implantação da tecnologia para auxiliar os árbitros; fala-se na profissionalização, mas o que se pede é que acima de tudo haja responsabilização...dos árbitros, mas essencialmente dos dirigentes desportivos.
Será que vai mudar alguma coisa? Será que há vontade?
Para o bem do futebol espero que sim!!!
José Araújo
Superbraga.com/ Diário do Minho
01 janeiro 2004
ORGULHO BRACARENSE
Arraial minhoto...São João...foram expressões que ouvimos na passada Terça-feira para comparar a autêntica festa, para comparar a adesão maciça dos bracarenses, em relação à inauguração do novo Estádio Municipal de Braga(EMB). Foi na verdade um autêntico São João...Milhares e milhares de bracarenses, rumaram, apesar das contingências, dificuldades inerentes a tal evento, a Dume, a fim de assistirem ao evento por qual ansiavam à tanto tempo. Aquele dia foi para mim, e estou certo para muitos, de ansiedade, expectativa, emoção, pois afinal de contas iria ser o dia em que iria assistir à inauguração do mais importante evento dos últimos anos na vida do SCB. Iria ser o culminar de uma longa, dolorosa, paciente espera. Aparte as politiquices, o custo, as consequências, este era o momento pelo qual eu ansiava. Era um dos momentos que justificavam a razão de eu ser BRACARENSE.
Quem assistiu à festa, sim porque foi uma festa, a inauguração do EMB, tão cedo não esquecerá tal evento. Não me importou o foguetório, o espectáculo multimédia, o jogo, o jogo de cores...eu senti mais, muito mais!
Era uma cidade inteira ao rubro, estonteante, maravilhada com o aqueles momentos. Estavam ali...e desfrutavam daqueles momentos, deliciavam-se, absorviam todos os minutos que lhes proporcionavam. Participavam, queriam participar, estavam felizes. Estavam orgulhosos de serem bracarenses...Eu, senti orgulho em ser bracarense. Por momentos como este...Obrigado SCB!!!
O impulso de ir à festa foi enorme...Milhares de adeptos tinham algo em comum. Amar um clube, o SCB.
Se para muitos o SCB é um clube “pequeno”, ficou demonstrado que afinal é Enorme. É Enorme em dignidade, em humildade, em valores, que outros esquecem.
Se o SCB não tem projecção mediática, o que importa, ele vive constantemente e bem dentro do coração de todos os adeptos bracarenses.
Se o SCB é ignorado por muitos que não reconhecem o quanto importante é no desporto nacional, é todavia sempre lembrado por outros, os bracarenses que vivem, choram, riem , sentem o SCB.
Se o SCB não tem vedetas, tem, para os bracarenses, os melhores jogadores do mundo.
Ser do SCB é maravilhoso...
José Araújo
Superbraga.com/ Diário do Minho
Quem assistiu à festa, sim porque foi uma festa, a inauguração do EMB, tão cedo não esquecerá tal evento. Não me importou o foguetório, o espectáculo multimédia, o jogo, o jogo de cores...eu senti mais, muito mais!
Era uma cidade inteira ao rubro, estonteante, maravilhada com o aqueles momentos. Estavam ali...e desfrutavam daqueles momentos, deliciavam-se, absorviam todos os minutos que lhes proporcionavam. Participavam, queriam participar, estavam felizes. Estavam orgulhosos de serem bracarenses...Eu, senti orgulho em ser bracarense. Por momentos como este...Obrigado SCB!!!
O impulso de ir à festa foi enorme...Milhares de adeptos tinham algo em comum. Amar um clube, o SCB.
Se para muitos o SCB é um clube “pequeno”, ficou demonstrado que afinal é Enorme. É Enorme em dignidade, em humildade, em valores, que outros esquecem.
Se o SCB não tem projecção mediática, o que importa, ele vive constantemente e bem dentro do coração de todos os adeptos bracarenses.
Se o SCB é ignorado por muitos que não reconhecem o quanto importante é no desporto nacional, é todavia sempre lembrado por outros, os bracarenses que vivem, choram, riem , sentem o SCB.
Se o SCB não tem vedetas, tem, para os bracarenses, os melhores jogadores do mundo.
Ser do SCB é maravilhoso...
José Araújo
Superbraga.com/ Diário do Minho
03 dezembro 2003
Um novo elefante Branco?
O dia 30 de Dezembro de 2003, vai ficar na história do SCB. Não só ficará na história do nosso mui amado clube, mas igualmente ficará na história da cidade de Braga. Nesse dia será inaugurado o mais mediático, o mais arrojado, o mais inovador, estádio do Euro 2004, o putativo Estádio Municipal de Braga(EMB). Sem margem para dúvidas o EMB significa também muitos milhões de euros de investimento, ou gasto, depende da perspectiva de cada um, mas independente da perspectiva, os bracarenses serão quem o vai pagar. Espero que não estejam comprometidas intervenções, investimentos em áreas prioritárias para a população como são as áreas educacionais, sociais, habitacionais, para não falar no desporto amador, escolar, e toda o qualquer pratica desportiva. Tranquiliza-me quando o MM repetidamente afirma que o estádio não irá afectar o desenvolvimento harmonioso do concelho de Braga
Não estarei longe da verdade, se afirmar que o novo estádio, será o maior acontecimento na vida do SCB, nos últimos anos.
Efectivamente, um estádio com capacidade de 30 mil lugares, quase todos cobertos, em que será oferecido mais conforto, comodidade, é motivo de regozijo, de orgulho, para os adeptos do SCB, mas penso que igualmente será motivo de regozijo, de orgulho, para a comunidade bracarense, cidadãos de Braga e regiões limítrofes.
O EMB é uma oportunidade única para o SCB. Com o novo estádio abrem-se novas oportunidades para o SCB e oxalá essas novas oportunidades não nos passem ao lado. É uma oportunidade ímpar para aumentar as receitas, de angariar mais associados, de conseguir envolver a cidade em torno do clube.
Desenganem-se quem pense que a solução, a fórmula mágica, para resolver os problemas económicos em que vivem os nossos clubes estão nos novos estádios. Ajudará é certo, mas a julgar pela tendência dos últimos anos, iremos assistir mais uma vez a uma escalada dos custos, em detrimento de uma política rigorosa, coerente, com que deveria orientar-se a gestão dos clubes. Foi assim com as receitas da TV, com as criações das SAD´s...Tanto dinheiro entrou nos clubes e tanto dinheiro foi literalmente esbanjado.
Será que o SCB tem delineado uma política, uma estratégia, para o EMB? Como é sabido, e segundo o protocolo entre a CMB e o SCB, a CMB cede o estádio ao SCB mediante condições definidas no contrato-programa assinado entre as partes.
Espero que essa política não se baseie unicamente no aumento do preço dos ingressos para quem deseje assistir a um jogo do SCB, porque senão, vamos continuar a assistir ao enorme vazio que caracteriza os estádios portugueses quando da realização de jogos. Não há nada como um estádio cheio de adeptos, repletos de emoções, paixões a vibrar pelas equipas pelas quais nutrem simpatia. Por favor, senhores administradores da SAD, dêem cor, alegria ao futebol. Futebol é paixão, é beleza, é arte...Não é de todo bancadas vazias!!!
Espero que o SCB consiga cativar novos sócios, e assim encher as bancadas cinzentas do novo estádio, porque caso contrário vamos ter em mãos um novo “elefante branco”, a juntar aos muitos que existem pelo nosso Portugal fora.
Até então, os altos dignatários do futebol nacional, “culpavam” as fracas condições das infra-estruturas desportivas como uma das razões, senão a maior, que justificava a ausência de espectadores nos jogos. Agora com estádios novos, estou à espera de saber quais as justificações para as fracas assistências que infelizmente adivinho no futuro. Se calhar vão culpar o facto dos centros comerciais abrirem ao Domingo como o principal motivo de afastamento das pessoas dos estádios. Bem...se calhar até não é assim tão descabida, esta questão, pois não? Vide a Espanha, por exemplo!
Não acredito que fosse as fracas condições das infra-estruturas a principal razão das fracas assistências nos jogos. Claro que contribui, mas acho que encontraremos as principais razões no preço do futebol e nos fracos espectáculos que infelizmente existem na agora chamada Superliga.
Por José Araújo.
in Superbraga.com/ Diário do Minho
Não estarei longe da verdade, se afirmar que o novo estádio, será o maior acontecimento na vida do SCB, nos últimos anos.
Efectivamente, um estádio com capacidade de 30 mil lugares, quase todos cobertos, em que será oferecido mais conforto, comodidade, é motivo de regozijo, de orgulho, para os adeptos do SCB, mas penso que igualmente será motivo de regozijo, de orgulho, para a comunidade bracarense, cidadãos de Braga e regiões limítrofes.
O EMB é uma oportunidade única para o SCB. Com o novo estádio abrem-se novas oportunidades para o SCB e oxalá essas novas oportunidades não nos passem ao lado. É uma oportunidade ímpar para aumentar as receitas, de angariar mais associados, de conseguir envolver a cidade em torno do clube.
Desenganem-se quem pense que a solução, a fórmula mágica, para resolver os problemas económicos em que vivem os nossos clubes estão nos novos estádios. Ajudará é certo, mas a julgar pela tendência dos últimos anos, iremos assistir mais uma vez a uma escalada dos custos, em detrimento de uma política rigorosa, coerente, com que deveria orientar-se a gestão dos clubes. Foi assim com as receitas da TV, com as criações das SAD´s...Tanto dinheiro entrou nos clubes e tanto dinheiro foi literalmente esbanjado.
Será que o SCB tem delineado uma política, uma estratégia, para o EMB? Como é sabido, e segundo o protocolo entre a CMB e o SCB, a CMB cede o estádio ao SCB mediante condições definidas no contrato-programa assinado entre as partes.
Espero que essa política não se baseie unicamente no aumento do preço dos ingressos para quem deseje assistir a um jogo do SCB, porque senão, vamos continuar a assistir ao enorme vazio que caracteriza os estádios portugueses quando da realização de jogos. Não há nada como um estádio cheio de adeptos, repletos de emoções, paixões a vibrar pelas equipas pelas quais nutrem simpatia. Por favor, senhores administradores da SAD, dêem cor, alegria ao futebol. Futebol é paixão, é beleza, é arte...Não é de todo bancadas vazias!!!
Espero que o SCB consiga cativar novos sócios, e assim encher as bancadas cinzentas do novo estádio, porque caso contrário vamos ter em mãos um novo “elefante branco”, a juntar aos muitos que existem pelo nosso Portugal fora.
Até então, os altos dignatários do futebol nacional, “culpavam” as fracas condições das infra-estruturas desportivas como uma das razões, senão a maior, que justificava a ausência de espectadores nos jogos. Agora com estádios novos, estou à espera de saber quais as justificações para as fracas assistências que infelizmente adivinho no futuro. Se calhar vão culpar o facto dos centros comerciais abrirem ao Domingo como o principal motivo de afastamento das pessoas dos estádios. Bem...se calhar até não é assim tão descabida, esta questão, pois não? Vide a Espanha, por exemplo!
Não acredito que fosse as fracas condições das infra-estruturas a principal razão das fracas assistências nos jogos. Claro que contribui, mas acho que encontraremos as principais razões no preço do futebol e nos fracos espectáculos que infelizmente existem na agora chamada Superliga.
Por José Araújo.
in Superbraga.com/ Diário do Minho
14 maio 2002
Historial do clube
Há coisas que nos passam despercebidas, ou rapidamente as esquecemos, pois como é usual dizer, o “povo” tem a memória curta...Refiro-me ao historial do nosso clube, o SCB.
O SCB tem um passado riquíssimo, repleto de prestigio, de empenho, de glória, de sacrifício, não só dos atletas, mas também de dirigentes, treinadores e demais funcionários. Devemos também demarcar, além dos acima enumerados o empenho e dedicação , enfim o “bairrismo” dos simpatizantes, sócios e adeptos, talvez esse sentimento fosse maior então, do que nos dias de hoje. O SCB dependia muito de “benfeitores”, não falo por experiência própria, mas sim por troca de impressões com pessoas que viveram esses “tempos”...Não vou enumerar ninguém pois iria omitir muitos outros, o que seria injusto para com eles, mas a todos eles um muito obrigado!!!
Devo confessar que desconhecia os “bastidores” da sede, e na altura em que preparava a homenagem ao QUIM(juntamente com outros), foi-me possível conhecer esses “bastidores”. Fiquei maravilhado, ao mesmo tempo indignado, com a quantidade de trofeus, taças, prémios, que existem fora do olhar de todos nós...Senti um enorme orgulho, o meu ego subiu em flecha...afinal de contas o “meu” Braga, tem um passado comparável aos tais clubes “históricos”, se esses salientam, reclamam um passado de glória e dedicação, o “meu” clube, o SCB, é equiparado a esses, claro que para mim é maior, mas eu sou suspeito,,,
Pedia humildemente ao presidente do SCB, Sr. Fernando Oliveira que, possibilitasse a todos os sócios e adeptos, o tomar conhecimento, para os mais novos( o meu caso), e a recordação para os mais velhos, do magnifico historial do SCB...Sei que os meios financeiros são escassos, mas senão for possível um museu, pelo menos uma sala seria bom...Posso estar equivocado, mas tanto no futebol, como noutras modalidades, nomeadamente o Atletismo e Natação, tivemos tantos momentos de glória que acabam por cair no esquecimento generalizado...Seria bom recorda-los, contribuiria mesmo para um maior sentimento de orgulho colectivo...tanto dos adeptos do SCB, mas também dos habitantes da região de Braga( atç. CMB)
Seria a homenagem possível que podíamos prestar aqueles que contribuíram, como supra citei, com esforço, dedicação e mesmo sacrifício, para que os momentos de glória fossem possíveis....e não foram tão poucos assim!!! Eles merecem...
O SCB tem um passado riquíssimo, repleto de prestigio, de empenho, de glória, de sacrifício, não só dos atletas, mas também de dirigentes, treinadores e demais funcionários. Devemos também demarcar, além dos acima enumerados o empenho e dedicação , enfim o “bairrismo” dos simpatizantes, sócios e adeptos, talvez esse sentimento fosse maior então, do que nos dias de hoje. O SCB dependia muito de “benfeitores”, não falo por experiência própria, mas sim por troca de impressões com pessoas que viveram esses “tempos”...Não vou enumerar ninguém pois iria omitir muitos outros, o que seria injusto para com eles, mas a todos eles um muito obrigado!!!
Devo confessar que desconhecia os “bastidores” da sede, e na altura em que preparava a homenagem ao QUIM(juntamente com outros), foi-me possível conhecer esses “bastidores”. Fiquei maravilhado, ao mesmo tempo indignado, com a quantidade de trofeus, taças, prémios, que existem fora do olhar de todos nós...Senti um enorme orgulho, o meu ego subiu em flecha...afinal de contas o “meu” Braga, tem um passado comparável aos tais clubes “históricos”, se esses salientam, reclamam um passado de glória e dedicação, o “meu” clube, o SCB, é equiparado a esses, claro que para mim é maior, mas eu sou suspeito,,,
Pedia humildemente ao presidente do SCB, Sr. Fernando Oliveira que, possibilitasse a todos os sócios e adeptos, o tomar conhecimento, para os mais novos( o meu caso), e a recordação para os mais velhos, do magnifico historial do SCB...Sei que os meios financeiros são escassos, mas senão for possível um museu, pelo menos uma sala seria bom...Posso estar equivocado, mas tanto no futebol, como noutras modalidades, nomeadamente o Atletismo e Natação, tivemos tantos momentos de glória que acabam por cair no esquecimento generalizado...Seria bom recorda-los, contribuiria mesmo para um maior sentimento de orgulho colectivo...tanto dos adeptos do SCB, mas também dos habitantes da região de Braga( atç. CMB)
Seria a homenagem possível que podíamos prestar aqueles que contribuíram, como supra citei, com esforço, dedicação e mesmo sacrifício, para que os momentos de glória fossem possíveis....e não foram tão poucos assim!!! Eles merecem...
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